Integrantes da diretoria do movimento dos sem-teto de São Paulo estão entre os trinta e dois presos por #tráfico de drogas no centro da cidade. Todos eles possuem residências grandes em bairros bem localizados de São Paulo, cobravam ‘aluguel’ dos moradores sem-teto do edifício Marrocos e atuavam em conjunto com uma facção criminosa na venda de drogas.

Segundo Ruy Ferraz Fontes, delegado do DENARC, o movimento foi criado para servir de fachada para o #Crime organizado, de forma que não levantavam suspeitas sobre a atividade criminosa por trás do grupo que busca direitos sociais. Com o dinheiro cobrado aos moradores do Cine Marrocos, os meliantes investiam no tráfico.

Publicidade
Publicidade

Investigações mostraram que o edifício funcionava como uma espécie de ‘quartel’ do tráfico administrado pelo PCC (Primeiro Comando da Capital). Era no mesmo prédio onde funcionava o MSTS que os criminosos se reuniam para decidir o destino dos traficantes que lhes deviam dinheiro. Era lá também que contabilizavam os ganhos diários com a venda de drogas na capital.

Além das prisões, a polícia apreendeu cocaína, maconha, crack, dinheiro, facas, munição e armamentos de fogo, dentre eles, um fuzil AK 47, de uso restrito. Um dos líderes do movimento, Vladimir Ribeiro Brito, gastou R$70 mil do tráfico para fazer uma viagem para Maceió, em comemoração ao aniversário da namorada, sendo preso em Alagoas.

MTST x MSTS

Após a repercussão do caso, os líderes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) emitiram uma nota para esclarecer que não são o mesmo grupo preso no centro de São Paulo.

Publicidade

O MTST foi criado pelo MST (Movimento dos Sem Terra) e é um grupo apoiado e apoiador do antigo governo de Lula e de Dilma Rousseff, costumeiramente envolvidos em invasões de propriedades privadas.

Já o grupo que teve seus líderes presos, trata-se do Movimento dos Sem Teto de SP (MSTS), que teoricamente possui o mesmo objetivo que o MTST e também invadem propriedades privadas, recusando-se a sair e sofrendo as consequências das reintegrações de posse, entretanto, essa variação do movimento que está envolvida com o crime organizado, atua somente em São Paulo.

#Casos de polícia