Após dois dias monitorando seus passos, a Polícia Militar prendeu Fadi Hassan Nabha em sua casa na cidade de Caieiras, zona oeste de São Paulo. O libanês está na lista de procurados da Interpol desde 2013 pelo crime de tráfico internacional de drogas.

A Polícia Militar de São Paulo apreendeu na residência de Fadi, vários documentos falsos, bem como cheques, passaporte e dinheiro. Também foi apreendido um computador, que por sua vez foi enviado para um setor de análise da polícia para verificar se há algum arquivo ou indício de realização de novos crimes e continuidade do #tráfico de drogas no Brasil.

Preso fez parte do exército do Hezbollah

Em depoimento conferido na delegacia, Hassan Nabha admitiu que fez parte do Hezbollah por dois anos, ocasião em que foi treinado para usar armamentos e explosivos.

Publicidade
Publicidade

A polícia descartou qualquer interesse ou envolvimento do libanês em realizar ataques no período das olimpíadas.

O Hezbollah é um partido islâmico xiita que possui uma estrutura semelhante a de um exército oficial. O partido é considerado radical e atualmente, colabora, por exemplo, com Bashar al-Assad na luta contra o Estado Islâmico na Síria. Os Estados Unidos e Israel reconhecem o partido como um grupo terrorista, que em seu histórico tem ataques suicidas e uma guerra sangrenta contra soldados israelenses, mesmo após Israel retirar seus soldados do sul do Líbano.

Libanês vive no Brasil há 18 anos

Após saber que Fadi é procurado pela Interpol, o Ministério da Justiça determinou a sua expulsão do país em maio desse ano. O estrangeiro já chegou a ser preso em São Paulo sob a acusação de envolvimento no tráfico de drogas, ocasião em que outros libaneses também foram presos e acusados de criarem uma rota alternativa para o envio de drogas entre a Europa e o Oriente Médio.

Publicidade

Ainda em seu depoimento ao delegado, Fadi nega que ainda participe de esquemas de tráficos de drogas. O libanês seguirá preso até decisão final sobre extradição ou julgamento no país. Hassan foi encaminhado à sede Polícia Federa de São Paulo na última sexta-feira, 29. #Casos de polícia #Polícia Federal