Nesta quinta-feira, 22 de setembro, diversas escolas públicas estaduais de Avaré/SP amanheceram de portas fechadas. O motivo foi a adesão ao Dia Nacional de Paralisação em Defesa da Lei do Piso.

O movimento é organizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em #Educação e luta contra o PLP 257 (que limita os planos de carreira), a PEC 241 (que congela o piso do magistério), o PL 4597 (que desvincula os royalties do petróleo para a Educação), a reforma da previdência (que acaba com a aposentadoria especial) e a Lei da Mordaça.

Segundo informações, as escolas estaduais Paulo Araújo Novaes (PAN), Celso Ferreira, Cota Leonel, entre outras estão paralisadas.

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Esta manifestação seria o primeiro passo para uma #Greve geral que vem sendo articulada junto aos sindicatos estaduais de muitas regiões brasileiras. Esta não é a primeira manifestação de unidades de ensino estaduais no município neste mês. No dia 13, alunos e professores do IFSP Pólo Avaré fizeram uma passeata contra a PEC 241. 

Adesão municipal 

Em Avaré, os professores da rede municipal também se mostram muito descontentes com o que vem ocorrendo com a classe. De acordo com muitos, o dinheiro do FUNDEB não estaria sendo pago pela Prefeitura. Atrasos nos salários e na liberação do vale-alimentação também geram descontentamento.

De acordo com informações de trabalhadores do setor, as escolas municipais Ana Novaes e Ulisses Silvestre teriam aderido à paralisação e não receberam os alunos nesta quinta-feira, 21.

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Outras manifestações teriam ocorrido em muitas outras escolas municipais, como por exemplo, no Maneco Dionísio, onde professores e demais servidores teriam ido trabalhar de preto, uma espécie de “luto” pelas condições de serviço.

Ainda de acordo com as informações, tanto a Secretaria Municipal de Educação quanto responsáveis pelos alunos que frequentam as escolas municipais teriam sido avisados com antecedência do protesto. No dia 19, duas creches municipais paralisaram o atendimento como forma de protesto. Funcionários do Pronto Socorro de Avaré também realizaram atos para mostrarem seu descontentamento.

Assembleia geral 

Ainda na esfera municipal, uma assembleia geral foi convocada pelo Sindicato dos Servidores e Funcionários Municipais de Avaré. Programada para o dia 28 de setembro, a reunião deve discutir as medidas que o sindicato e funcionários devem tomar para combater os constantes atrasos de salário.

Uma das pautas do encontro será a possibilidade de uma greve. Para uma parcela dos trabalhadores municipais, a Prefeitura precisa colocar o servidor em primeiro lugar.

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“Pedimos o apoio da população, pois paralisações e greves são nossa única forma de lutar por nossos direitos. Não queremos atrapalhar a vida de quem utiliza serviços públicos, mas temos nossas famílias, nossas contas e compromissos. Tem funcionário passando fome. Tem funcionário que tem que levar os filhos pra comer na casa de parentes”, comentou um servidor que pediu para não ser identificado.

Os trabalhadores temem que sem uma mobilização, a Prefeitura continue pagando os salários somente na segunda quinzena de cada mês. Mas a maior preocupação de muitos é com um possível não pagamento do 13º salário. “Já tem muita gente dizendo que o décimo-terceiro vai ficar para o próximo prefeito pagar. Isso não é justo!”, finalizou o entrevistado. #Avaré