Em uma reviravolta inesperada, o secretário de segurança pública de São Paulo, Mágino Alves Barbosa Filho, reconheceu nesta quinta-feira, 8, que a polícia militar comandada por ele pode ter cometido abusos contra os manifestantes que participaram de atos contra o presidente Michel Temer ao longo deste mês. A declaração acontece poucos dias depois do secretário ser acusado de ter recebido ordens do ministro da justiça, Alexandre de Moraes, para que a PM fosse "enérgica" com os manifestantes. 

Quem terminou pagando o preço pela mudança de postura da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo foi o tenente-coronel Henrique Motta, responsável pela repressão aos protestos.

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Mágino Alves afastou o tenente de suas funções à frente dos protestos, mas manteve seu trabalho na Polícia Militar. Além de ter comandado a repressão policial, considerada pela opinião pública como desproporcional e truculenta, Henrique Motta se envolveu em outra #Polêmica na semana passada ao compartilhar em seu perfil pessoal no Facebook uma mensagem irônica acerca da estudante que perdeu a visão de seu olho esquerdo após ser atingida por uma bomba lançada pela Polícia Militar. Veja a postagem:

O secretário de segurança pública de São Paulo disse que esta postagem possui caráter apenas pessoal e não reflete a postura do governo do estado nem da polícia militar. De acordo com Mágino, o afastamento do tenente-coronel do comando da repressão visa preservá-lo e preservar a ordem pública. 

Além do comandante, outros policiais também foram afastados dos protestos.

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Eles foram vistos atropelando com uma moto, de forma proposital, um participante do movimento. Veja o momento do incidente:

Mágino Alves Barbosa Filho reconheceu que algumas ações da tropa "fogem do protocolo". Ele chegou a revelar que, em alguns casos, policiais podem ter agredido pessoas que não participavam das manifestações. "Por exemplo, a notícia de oficiais que teriam se insurgido contra frequentadores de estabelecimentos comerciais e momentos em que profissionais de imprensa tiveram dificuldades de exercer o seu trabalho", disse, complementando que o caso está sendo investigado e que os envolvidos podem ser punidos.  #Casos de polícia #Protestos no Brasil