Celso Russomanno, candidato à Prefeitura de São Paulo, sentiu na pele o ditado popular "Casa de ferreiro o espeto é de pau."

O candidato é famoso por levantar a bandeira de consumidores lesados de diversas formas e defender seus direitos em um programa de TV.

Empresa de Celso Russomanno é autuada por propaganda enganosa

Mas uma recente notícia caiu como um bomba e repercutiu na campanha de Russomanno negativamente: uma empresa em que ele era sócio em Brasília foi autuada pelo Procon por propaganda enganosa, gerando uma multa.

Além de tudo, uma outra empresa de Celso Russomanno está sofrendo um processo pelo Estado por não recolhimento de ICMS.

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Como a empresa foi fechada, ainda estão sendo cobradas dívidas trabalhistas de ex-funcionários.

Como justificativa do incidente pela propaganda enganosa, o político alegou que a eficácia do equipamento, do qual ele era o garoto propaganda, foi comprovada por laudo do INMETRO. Essa empresa não foi declarada ao TSE e, mais uma vez, o candidato se justificou: a culpa é do meu contador que a deixou de fora.

Ele ainda alegou que a empresa não é mais sua e foi vendida para Denis Uehara, em 10 de junho de 2016, mas que, por conta da burocracia em ajustar os termos da documentação e alterar o nome do dono da empresa, a companhia ainda aparece como listada entre seus bens.

E o culpado de todo esse escândalo em plena campanha eleitoral foi um equipamento que, se instalado ao lado do hidrômetro, prometia diminuir o consumo em até 40%, pois eliminaria dos canos o ar que ficava aprisionado.

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O Procon fez testes e não conseguiu comprovar a funcionalidade do equipamento, o que gerou cinco infrações do Código de Defesa do Consumidor. O órgão concluiu como totalmente abusiva a propaganda do produto.

Os processos foram arquivados temporariamente em 2014, com a justificativa de que a execução fiscal deveria ficar suspensa até que fosse localizado o dono da empresa ou bens do mesmo, para serem penhorados.

Posteriormente, a Justiça reconheceu a efetividade do produto e também disseram que, com a venda da empresa, a discussão não cabe mais ao candidato. #Campanha Eleitoral #celso russomano #Eleições 2016