Mágino Alves Barbosa Filho, secretário de segurança pública do estado de São Paulo, afirmou nesta quinta feira, dia 8, que afastou oficialmente Henrique Motta, tenente-coronal responsável por comandar a segurança das manifestações na capital paulista. Mágino disse ainda que a Polícia Militar, em algumas manifestações contra Michel Temer, pode ter abusado de seus poderes. Motta continua exercendo suas funções normalmente na PM, porém fica afastado dos protestos até segunda ordem.

Tenente-coronel ironizou ferimento de manifestante

O tenente-coronel já participou e comandou a Polícia Militar em várias manifestações que ocorreram na capital de São Paulo.

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Através de uma postagem que foi divulgada nas redes sociais, ele fez um comentário onde ironizava a situação em que uma militante e estudante do movimento chamado Levante Popular foi acertada no olho por alguns estilhaços de uma bomba. A própria estudante afirmou, no Facebook, que um de seus olhos (o esquerdo) havia perdido a visão.

Segundo o secretário Mágino Alves, o comentário que o oficial fez foi como pessoa física. Ele informa que não concorda com esse tipo de comportamento e deu a garantia de que não é essa a posição institucional da PM.

Não foi somente Motta a ser afastado da segurança dos protestos. Policiais que são suspeitos de atropelar, de forma planejada, uma pessoa que estava na #Manifestação, também foram afastados.

Os abusos

Após uma reunião no Ministério Público do estado de São Paulo, onde ficou acertada a criação de um grupo para trabalhar impedindo a violência nos protestos, Mágino Alves informou que poderia ter ocorrido alguns abusos em determinadas manifestações ocorridas nas últimas semanas. De acordo com o secretário, algumas situações anormais que foram percebidas e que não fazem parte do protocolo da polícia já estão sendo investigadas.

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Ele complementou dizendo que há casos em que os abusos ocorrem distantes das manifestações. Para o secretário, caso os abusos sejam comprovados, os envolvidos poderão sofrer sérias sanções. #Casos de polícia #Michel Temer