Imagine duas famílias que convivem harmoniosamente no mesmo quintal. Essa realidade marcou a vida de um casal e sua filha de apenas 3 anos, em Osasco, região metropolitana de São Paulo.

Morando a cerca de onze anos na mesma casa, o casal possui uma vizinha, que já vivia na casa da frente, e que conheceu um homem, começando a se relacionar com ele. Depois de um tempo, o chamou para morar com ela. Rogério, de 68 anos, foi sempre um vizinho educado e que tratava todos bem. A amizade entre as duas famílias durou cinco anos. A filha do casal adorava o idoso e o chamava de vovô Rogério.

Certo dia, ela pediu para ir brincar na casa do “vovô”, a poucos metros da porta de entrada de sua casa.

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Sem ver problemas, afinal as duas famílias eram muito amigas, a mãe deixou. Minutos depois, a criança voltou reclamando de dores no órgão genital. A mãe constatou que o pior tinha acontecido.

Rogério é detido (mas por pouco tempo)

O casal procurou a polícia, fez exames, todos comprovando que a criança foi abusada, mas o vovô Rogério desapareceu. Cinco meses depois, um vizinho da família e que havia se mudado para uma cidade próxima, Cotia, viu Rogério passar pela calçada. O vizinho tentou conversar com ele, mas o idoso disse que estava com presa. Esse vizinho, que não teve seu nome divulgado, começou a seguir Rogério e ao vê-lo entrar em uma casa, em uma favela de Cotia, ligou para a guarda municipal.

Ao ser abordado, Rogério confessou que abusou da criança e foi conduzido até uma delegacia.

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No DP, além de ser constatado que seu nome não era Rogério, mas sim Aparecido, o idoso não pôde ser preso. O motivo: o mandado de prisão emitido em Osasco, tinha expirado, de forma que o acusado só podia ser preso até o dia 1 de agosto de 2016. Como foi detido em outubro, foi liberado e responderá ao processo em liberdade. O pedófilo também carrega uma vasta ficha criminal, incluindo crimes de homicídio, estelionato e furto.

A família da criança ficou muito triste ao saber que o homem que gerou o maior trauma da vida da menina, está livre. Desesperado, o pai da criança contou em uma entrevista, para o jornalismo da TV Record, que “a justiça só existe para aqueles coitados que estão com fome e comem uma bolacha dentro do mercado, sem pagar. Eles são presos e se bobear, pegam até 10 anos. Um pedófilo, com passagem por assassinato e furto, fica livre.”

A mãe da criança também está desapontada com a justiça e disse que agora ficou mais difícil o criminoso ir preso. Ela também salienta que nunca esperou que aquilo acontecesse, pois Rogério ou Aparecido, sempre foi um bom vizinho e a ajudou, estando presente durante a sua gestação.

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O homem também costumava ficar com a menina quando a mãe precisava trabalhar. Para ela, o #Crime de Rogério feriu a família duplamente, tanto pela violência contra uma criança indefesa, quanto por se sentirem apunhalados pelas costas.

O delegado do caso informou que na época do crime, pediu a prisão preventiva, mas uma juíza concedeu apenas a prisão temporária de 30 dias, pois não havia ‘provas’ contra o acusado. Com o mandado expirado, o delegado afirma que pedirá a prisão preventiva novamente. O acusado já tem paradeiro desconhecido e afirmou para os guardas municipais que não tem medo da justiça, mas sim dos pais da criança. Enquanto isso, a família tenta se reconstruir e Aparecido, mais do que uma sombra na vida dessas pessoas, tornou-se um risco para a integridade da vítima e de seus pais. #Pedofilia #Casos de polícia