Na noite do último domingo (16), uma motorista identificada como Dilza Maria Chianca, de 61 anos, atropelou fiéis no estacionamento de uma igreja, o Templo de Salomão, no Brás, na Zona Leste de São Paulo. Ela foi detida em flagrante, mas deixou a cadeia na tarde desta última segunda-feira (17), sob pena de pagamento de fiança. Dilza deverá pagar o valor de R$20 mil reais, estipulado pelo juiz Paulo de Abreu Lorenzino. Infelizmente duas mulheres morreram no atropelamento, Iraci da Silva Fabri, de 48 anos, e Rosemeire Rodrigues Gunter, de 39 anos. Outras quatro pessoas ficaram feridas, inclusive uma criança de sete anos, mas todos já saíram do hospital e passam bem.

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A motorista responde pelo #Crime de homicídio culposo, aquele em que não há intenção de matar, e lesão corporal culposa. Ela terá até quarenta e oito horas para o pagamento de fiança, senão será encaminhada para um presídio feminino. Segundo o advogado, Dilza foi para casa de parentes, para tentar se recuperar do susto. O juizado também determinou que ela não poderá deixar a cidade por mais de trinta dias sem aviso prévio, que terá a CNH suspensa por tempo indeterminado, deverá estar em casa todos os dias depois das 23h (recolhimento noturno) e que deverá comparecer em juízo a cada dois meses.

O momento do atropelamento foi registrado pelas câmeras de segurança do Templo Salomão. Nas imagens é possível ver que os fiéis aguardavam em fila para poder entrar na igreja quando o carro desgovernado surge e atropela a todos.

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O carro só para quando bate em uma mureta, e a motorista sai do veículo correndo imediatamente após o acidente. Uma das vítimas, Iraci, que era sargento reformada da Policia Militar e estava aposentada, ficou presta entre o carro e a parede. Ela foi socorrida, mas já chegou ao hospital sem vida. A outra vítima, a estudante Rosemeire, também ficou prensada e morreu no local do acidente. A Igreja Universal se manifestou dando total apoio aos familiares dos fiéis atingidos.

Segundo as investigações da polícia, exames laboratoriais comprovaram que Dilza não tinha ingerido bebida alcoólica. De acordo com os depoimentos prestados na delegacia ela disse que o câmbio de seu veículo automático apresentava problemas técnicos e que já tinha informado a concessionária sobre o fato. Esse relato agrava ainda mais o acidente, porque demonstra que a motorista sabia que o carro tinha problemas e ainda assim assumiu o risco de dirigi-lo. Um serviço de perícia irá avaliar se o carro realmente apresentava os problemas técnicos ditos, ou se existiram outras motivações. Dilza provavelmente aguardará o julgamento em liberdade e poderá ser condenada pelo crime que cometeu.

#Investigação Criminal