Com apenas 17 anos de idade, o principal suspeito de participar das agressões que levaram à morte de um morador de rua falou demais nas redes sociais e prejudicou a si mesmo, sendo detido nesta segunda-feira (10).

Ele publicou um comentário num post inserido no Facebook relatando que era um dos envolvidos nas agressões que causaram a morte de um morador de rua na cidade de Cruzeiro, no interior de São Paulo.

Na delegacia, o suposto agressor negou o #Crime. A vítima, de 32 anos, estava no centro da cidade quando foi atacada na madrugada de domingo (9). Michel Angelo Carpinetti dormia na  Praça Doutor Antero Neves e acordou com socos, chutes e pedradas.

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Seus agressores eram um grupo de jovens que teriam apontado o mendigo como estuprador de uma criança de 3 anos.

Segundo a Polícia Civil, testemunhas e o adolescente detido relataram que a violência foi motivada pelo boato, porém, não houve registro de nenhuma ocorrência semelhante na cidade recentemente nos arquivos policiais.

O adolescente detido comentou em uma postagem sobre o assassinato que estava entre os agressores. Disse que também ajudou a consumar o crime.

Por meio de denúncia, a polícia constatou a confissão e rapidamente descobriu o paradeiro do adolescente. Depois de ser ouvido e afirmar que o comentário foi apenas uma brincadeira, o garoto foi liberado na presença dos pais. Ele continua sendo investigado, mas em liberdade, até que mais elementos sejam colhidos.

Depois que o caso ganhou repercussão, o adolescente excluiu sua página no Facebook e os comentários.

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Ele já teve passagem na polícia por lesão corporal.

Uma das testemunhas das agressões é Alessandro Circio. Ele afirmou aos policiais que conhecia a vítima e que ela nada fez para os rapazes. Disse que os agressores estavam usando drogas em uma praça próxima à cena do crime, quando resolveram que juntos fariam o ataque.

Circio ainda contou que o morador de rua não dava nenhum trabalho, era conhecido nas redondezas e que tinha família, mas não voltava para casa por causa do vício com a bebida. #Casos de polícia