Um grupo de #Sem-teto que viviam no prédio do Cine Marrocos, região central de São Paulo, deixaram o local na manhã desse sábado, 15. A Polícia Militar do Estado de São Paulo, informou que a #Reintegração foi pacifica e não houve confrontos ou resistência dos moradores.

Conforme divulgado recentemente, o Movimento dos sem teto de São Paulo usava a sede da organização para realizar o tráfico de drogas com o PCC. Os líderes do movimento foram presos e a polícia constatou que todos possuíam casa, carros e dinheiro e que cobravam dos sem-teto, para que eles continuassem vivendo no Cine Marrocos.

O Movimento dos Sem-Teto de São Paulo, conhecido pela sigla MSTS, não se confunde com o MST (Movimento dos Sem Terra), este segundo, por sua vez, é um movimento, também de esquerda, mas que invade propriedades, em sua maioria em regiões rurais, a fim de conseguirem adquirir aquelas terras.

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O MST sempre foi apoiado pelos governos anteriores a Michel Temer e possuia papel dentro da política nacional na indicação de pessoas para obterem terras. Já foi identificado irregularidades no movimento, onde pessoas com propriedades e veículos participavam das ocupações, entretanto, MST e MSTS são movimentos distintos e não possuem ligação um com o outro.

A reintegração

A reintegração do prédio foi determinada logo após a operação da polícia civil em conjunto com a polícia militar do estado, que aconteceu em agosto. A decisão proferida pelo magistrado Emílio Migliano Neto, da 7ª Vara da Fazenda Pública, teve seu cumprimento adiado, a pedido da Prefeitura Municipal de São Paulo, devido os moradores do local não possuírem nenhum amparo social. Cerca de 300 famílias tiveram dificuldades para sacarem o valor do auxílio aluguel, devido à greve de mais de um mês das agências bancárias, e por isso continuaram vivendo no local, pois não tinham para onde ir.

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No prédio onde no passado funcionou o Cine Marrocos, a prefeitura realizará uma reforma para que seja a nova sede da secretaria de educação. A Missão Paz, uma organização católica, informou que no local também viveram vários refugiados e estrangeiros que chegaram no Brasil e não tinham para onde ir. A região onde está localizado o prédio possui grande concentração de haitianos e estrangeiros que vieram de países subdesenvolvidos ou em situação de guerra.

Relembre a operação policial que desencadeou em várias prisões, apreensões e na reintegração de posse:

#Casos de polícia