Alguns críticos dizem que se trata unicamente de uma ação de marketing, mas fato é que o milionário João Doria, escolhido pela população para ser o novo prefeito de São Paulo pelo #PSDB, anunciou que terá como 1º compromisso na gestão da maior cidade do Brasil, a incumbência de varrer as ruas da megalópole vestido de gari, até mesmo porque, a partir de 2 de janeiro de 2017, a equipe de Dória está preparando uma força tarefa, visando fazer uma verdadeira faxina nas principais ruas de acesso de São Paulo. Enfim, como o próprio #João Dória insiste em falar, ele estará munido de uma vassoura e o que certamente mais chamará a atenção, “vestido a caráter", com o serviço sendo iniciado as 6 horas junto com uma das muitas equipes de varrição da prefeitura.

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"Cidade Linda" como está sendo batizada a operação, já tem uma fragilidade, que é a de não possuir nem sequer o agendamento de uma data para ser efetuada nas regiões periféricas ou mais distantes do centro da cidade. Dória na semana que passou teve como encargo, uma reunião para a execução do plano de ação com os seus secretários de governo escolhidos e alguns empresários que cuidam de zelar pela limpeza da cidade, tudo para que o novo prefeito estreie com o pé direito na gestão da capital paulista.

A ideia básica é que os trabalhadores que compõem as equipes de limpeza, conservação de jardins e monumentos, recuperação de semáforos e iluminação dos espaços públicos, manutenção das calçadas, desentupimento de bueiros e a famosa operação tapa buracos possa estar dispostas pelas ruas, logo que o dia amanhecer.

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Vale frisar de que João Dória não foi o 1º prefeito a prometer um verdadeiro choque de gestão sobre a cidade de São Paulo, principalmente nos quesitos de zeladoria, asseio e conservação em geral. Tanto é assim, que a controversa Marta Suplicy em 2001, deu origem ao programa denominado "Belezura", onde as práticas de limpeza foram feitas no Estádio do Pacaembu, ação essa que foi duramente criticada pelos jovens, que solicitaram o cuidado também nas periferias.

É importante deixar claro que os assessores de Dória se pronunciaram dizendo que todas as atividades que não estiverem enquadradas por contratos de prestação de serviços vigentes, deverão ser executadas sem ônus para o município paulistano. Sendo parte delas bancadas por entidades sindicais patronais, tais como o Sinduscom - Sindicato da Construção, Secovi - Sindicato das da Habitação e a Abrainc - Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias.

Quanto a população de bem que vive no intenso frenesi de São Paulo, só resta ficar aguardando, com muita esperança, de que o novo prefeito e seus assessores tenham o mínimo de dignidade e de compostura políticas de não serem somente atores coadjuvantes trajados em roupas dos respeitáveis garis e que de fato, estejam preocupados de melhorar a qualidade de vida de todos os que vivem nessa região do Brasil, ainda mais que o prefeito terá que lidar com outros temas importantes como a segurança pública, transportes, insatisfação do povo com os problemas sociais básicos, educação, cultura, entre outros.

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Qual a sua opinião sobre tudo isso? #Trabalho