Ninguém ainda ofereceu o lance mínimo de R$ 18,4 milhões, no leilão da mansão do ex-médico, que começou nesta terça-feira, 22. Localizado nos Jardins, área nobre da Zona Oeste de São Paulo, o casarão possui 4 andares, com 900 metros quadrados: 3 suítes com closets, sala com lareira, cinema, espaço gourmet, 10 vagas na garagem, piscina, sala de ginástica e guarita. O valor estimado foi definido pela justiça.

A mansão foi a leilão porque uma das vítimas de Abdelmassih entrou com uma ação, alegando não ter recebido o tratamento de fertilização pelo qual pagou, em torno de R$ 137 mil - em números corrigidos. Em princípio, a primeira rodada do leilão termina na sexta-feira (25), porém, se ninguém se interessar, o preço do imóvel cairá 10%, e uma segunda rodada acontecerá até 16 de dezembro.

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A casa já chegou a ficar à venda durante 3 anos, e a maior proposta recebida foi a de 12 milhões.

Atualmente, o palacete está alugado por um valor de R$ 30 mil mensais, a uma empresa de eventos que funciona no local, que tem espaço suficiente para receber mais de 300 pessoas. O valor a ser pago no leilão deve ser dividido entre Vicente Ghilardi Abdelmassih, filho de Roger, e os demais familiares também proprietários. Além da divisão, o valor cobrirá - imediatamente - dívidas de IPTU do imóvel, que até o início deste ano já chegavam a R$ 478 mil.

O leilão está disponível no site "LutLeilões".

Roger Abdelmassih, que já foi considerado um dos principais nomes da reprodução assistida no Brasil, ficou internacionalmente conhecido depois que foi condenado em 2010 por crimes sexuais, cometidos contra 37 pacientes que foram molestadas na clínica dele durante o tratamento para engravidar.

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Para não ser preso, o então médico chegou a fugir com a mulher, mas foi capturado em 2014 e levado para o presídio de Tremembé, no interior de São Paulo, onde cumpre pena de 181 anos de prisão, por estupros, atentados violentos ao pudor e atos libidinosos. Ele também teve seu registro profissional cassado pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (cremesp). #Assédio