Em julho de 2015, foi aprovada pelo Tribunal de Justiça do Estado de #São Paulo a política de implantação de ciclovias na capital paulista. Essa medida faz parte do Plano Diretor do município, tendo em vista os problemas de congestionamento e emissão de gases poluentes, uma vez que a bicicleta é um meio de transporte econômico e ambientalmente saudável.

Segundo divulgado no site da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a cidade já dispõe de 378,4 km de ciclovias: estrutura cicloviária fixa, de uso exclusivo para bicicletas, separada fisicamente do restante da via. Além de 120,8 km de ciclofaixas operacionais de lazer, que funcionam aos domingos e feriados, a meta para este ano é implantar 400 km de ciclovias.

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Para incentivar e consolidar o uso de bicicletas como transporte alternativo no dia a dia dos cidadãos, a implantação de ciclovia na principal via da capital, a Avenida Paulista, foi um investimento significativo da Prefeitura: foi desembolsado cerca R$ 12,2 milhões dos cofres públicos, segundo a CET.

Incentivo

Com o intuito de estimular ainda mais o uso desse transporte, a Prefeitura de São Paulo instalou, pelo programa CicloSampa, 17 estações de bicicletário em que o cidadão pode alugar bicicletas para usar em atividades de lazer ou mobilidade urbana. Além disso, para facilitar o transporte pela cidade, é possível entrar com bicicletas no metrô ou deixá-las nos bicicletários próprios das estações, que disponibilizam dez vagas para estacionamento e dez bicicletas para aluguel.

Além de programas como esses, há muitas ONGs em exercício que atuam ativamente pela cidade.

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Para difundir os benefícios ambientais e para a saúde que pedalar proporciona, elas organizam pedaladas em grupo, eventos de discussão sobre #mobilidade urbana e viagens de turismo feitas sobre duas rodas.

A ONG Bike Anjo, por exemplo, participa da organização do Bicicultura, maior encontro nacional de mobilidade por bicicleta e cicloativismo. A iniciativa visa integrar ciclistas e ativistas para que haja um compartilhamento de conhecimento e para colocar em pauta o uso da bicicleta e todas as suas vertentes: cultural, social, política, ambiental e econômica.

“Estas ONGs são a porta de entrada, são o abraço, o aperto de mão para conhecer a bike na cidade, o ciclismo urbano”, diz Silvia Ballan. Além de videorrepórter do Bike é Legal e do Bike Anjo, também publica na comunidade Silvia e Nina, projeto que incentiva pais a levarem seus filhos para ter contato com a ação de pedalar e viver em espaços públicos. “A criança que vive o caminho, participa da cidade, se torna um cidadão”, diz.

Rotina

A implantação das ciclovias facilitou muito a vida de quem sempre quis utilizar a bicicleta como meio principal para mobilidade urbana.

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“Sempre tive vontade de vir trabalhar pedalando”, diz Andrea Fernandes, que trabalha na Avenida Paulista e viu na construção da ciclovia uma oportunidade para adotar o hábito no seu dia a dia.

“É importante incluir políticas como essas para deixar a maior cidade do país um pouco mais sustentável”, opina. Além de ser um transporte barato e saudável, a bicicleta não emite nenhum tipo de poluição, ao contrário dos carros que emitem mais de 1,5 de toneladas de monóxido de carbono, entre outros poluentes, anualmente, segundo divulgado pela CETESB. Portanto, quanto mais presente ela estiver no dia a dia dos cidadãos, menor será a quantidade de carros circulando e emitindo poluição.

Além das ciclovias fixas, a Avenida Paulista fecha para carros aos domingos, desde outubro de 2015. Segundo a Prefeitura de São Paulo, a medida não apresentou impacto significativo no trânsito da cidade. No entanto, o prefeito Fernando Haddad (PT) afirmou que o fechamento da via se trata de uma política pública cujo objetivo é de que os cidadãos se apropriem dos espaços públicos, além de aumentar os espaços de lazer.

Serviço

Ciclofaixas operacionais de lazer

Horários de funcionamento: Domingos e feriados nacionais, das 7h00 às 16h00.