O segundo dia de #julgamento do "Caso #yoki" terminou após mais três testemunhas serem ouvidas no Tribunal de Justiça de São Paulo. Para a promotoria, os depoimentos reforçaram a tese de que Elize premeditou o crime afirmando, inclusive, que houve dissimulação nos momentos em que ela se emocionou. Por outro lado, a defesa insiste em dizer que Elize agiu sobre forte emoção quando matou e esquartejou seu marido.

Depoimentos:

A primeira testemunha a depor foi o delegado Mauro Gomes Dias, que subiu ao plenário por volta das 10h. Ele assumiu a investigação do caso na época do crime. De acordo com seu depoimento, Elize #matsunaga cometeu o crime sem a ajuda de outra pessoa.

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Além disso, teria usado somente a faca para cortar em pedaços seu ex-marido, Marcos Matsunaga.

O delegado chegou a ser convidado pela defesa a explicar gestualmente como Elize surpreendeu Marcos no momento em que atirou na cabeça dele. Tal ação pareceu uma tentativa da defesa de fazer o juri entender que o disparo teria sido acidental. Contudo, o delegado foi taxativo e disse que da maneira que tudo aconteceu, Elize realmente estava o esperando para pegá-lo de surpresa.

Durante boa parte do depoimento, Elize não esteve no plenário. Ela chorou por três vezes. A primeira, quando a cabeça de seu ex-marido foi mostrada no telão. Ela voltou a chorar quando o delegado contou que ela era xingada por Marcos e o último momento que ela chorou foi quando o fragmento da bala que atingiu o cérebro do ex-marido foi exibido.

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A segunda testemunha do dia foi o irmão da vítima, Mauro Matsunaga. Ele entrou no plenário por volta das 16h30 e pediu para que Elize não acompanhasse seu depoimento. Mauro falou sobre o encontro com o reverendo que acompanhava o casal e sobre o alerta recebido do homem versando sobre o perigo que Elize representava a Marcos. O ponto que marcou seu depoimento foi quando Mauro detalhou o momento em que foi apresentada uma foto da cabeça de seu irmão "Naquele momento, eu queria acreditar que não fosse ele". Na sequência, ele relatou que quando foi ao IML, pediu para que os funcionários trouxessem as mãos de seu irmão, pois ele tinha unhas características, parecidas com as dele. Somente nessa hora, ele acreditou que era seu irmão a vítima encontrada pela polícia.

O depoimento terminou quando Mauro chorou ao lembrar o impacto que a morte do irmão teve em sua vida.O último depoimento do dia começou por volta das 18h30. Luiz Carlos Lozio, amigo da família e funcionário da mesma empresa que Marcos Matsunaga, falou sobre a cronologia dos fatos.

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De acordo com seu depoimento, Elize disse à família de Marcos que ele havia deixado a casa com uma mala e cerca de 18 mil reais no domingo.

Na segunda-feira seguinte, a família teria se reunido à noite, quando Elize mostrou um vídeo da traição de Marcos. No dia seguinte, Lozio foi com Mauro à Delegacia de Desaparecidos do DHPP, que orientou que eles esperassem.

Lozio disse que no decorrer da semana também conversou com o reverendo que acompanhava o casal e que ele teria dado três conselhos a Marcos dias antes do crime ser cometido.

1 - Falar para os pais que traia Elize -

2 - Para que ele (Marcos) guardasse as armas que possuía

3 - Que Marcos procurasse um lugar para internar Elize. Durante o depoimento, Lozio também falou que não achou as imagens do Marcos saindo de casa conforme Elize teria falado para ele e que durante um jantar na casa da mulher, viu um saco de lixo que marcou em sua memória. No mesmo tipo de saco, dias depois, foram encontradas as roupas e as partes do corpo do ex-empresário. O dia de julgamento terminou por volta das 20h.

Continuação

O juiz Adilson Paukoski Simoni, anunciou que os trabalhos continuarão nessa quarta-feira, 30, às 9h. Se a ordem da lista fornecida pela assessoria do Tribunal de Justiça for mantida, o perito criminal Ricardo da Silva Salada, será o primeiro a ser ouvido. Após o término do pleito, o promotor José Carlos Cosenzo, disse que o choro de Elize foi um "espetáculo patético".