Luiz Carlos dos Santos, vice-presidente da Condepe (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana), confessou em depoimento prestado à polícia que recebia pagamentos mensais do PCC (Primeiro Comando da Capital) para prestar diversos serviços para a organização criminosa. Carlos foi alvo de uma operação para desmanchar uma quadrilha que ajudava o crime organizado.

Para o delegado, Carlos disse que começou a receber pagamentos do PCC a partir do ano de 2015, para influenciar representantes do governo e pessoas ligadas à justiça a qual ele tinha influência. Ele prestava queixas e denúncias falsas, que em sua maioria acabavam arquivadas.

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Em determinada situação chegou a dizer que presos encontravam vidros na comida. Essas falsas denúncias seriam depois levadas para a ONU (Organização das Nações Unidas).

Ele aliciava advogados e tentava o fechamento de presídios indicados pela organização criminosa. Os advogados que se associavam a ele defendiam os condenados e tentavam reduzir as penas.

Ele usava sua influência para atrapalhar investigações e interrogatórios, tentava atuar junto a desembargadores, mas a polícia não encontrou nenhum início de envolvimento deles no esquema criminoso.

Santos disse para o delegado que tentou sair da organização em 2015, mas que eles o ameaçaram dizendo que não tinha mais volta. Depois, ele passou a ser seguido por um motoqueiro. Para a polícia, parte do depoimento dele é para ajudar na sua defesa, dizer que foi coagido e tentar entrar no programa de proteção.

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Luis Carlos é conhecido por fazer diversas denúncias de violência policial, abusos de autoridade e maus tratos nos presídios, e tinha cargo nos #Direitos Humanos há 20 anos. E conseguiu se tornar vice-presidente do conselho. Para os investigadores, a campanha dele para o conselho custou 12 mil reais e foi paga pela organização criminosa.

O Condepe onde Santos exerce o cargo é vinculado à Secretaria de Justiça de #São Paulo e tem representantes do Tribunal de Justiça, OAB e Ministério Público. #Crime