A carta foi escrita por uma adolescente de 13 anos, de uma escola pública de Bauru, em São Paulo, para ser enviada ao correio e entregue a “Papai Noel”. A cartinha seria comum, como muitas neste período do ano se não fosse uma revelação assustadora que contida no final da carta: “Meu padrasto abusa de mim, mas não conta pra ninguém”.

Antes de enviar as cartinhas escritas pelos alunos ao correio, a escola dá uma conferida nos pedidos. O professor que pegou a carta da estudante se assustou com a frase final. Pois a adolescente iniciou seu pedido como muitos alunos carentes, ela pedia uma camisa, calça ou short, e um sapato, pois só andava de chinelo, porque sua mãe não tinha condições de comprar.

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A garota pedia também um saco de feijão, pois tinha muito tempo que não comia feijão. Porém no final ela revelava que sofria abusos por parte do padrasto e pedia segredo ao “Papai Noel”.

O educador depois do susto então resolveu ajudar a garota. Ele procurou o conselho tutelar e mostrou o conteúdo da carta. A conselheira que esta a frente do caso, marcou um atendimento com uma psicóloga infantil, e a menina revelou que já vinha sendo abusada pelo homem deste os 6 anos de idade. A adolescente contou ainda à psicóloga que nunca havia denunciado, pois ele a ameaça e ainda disse que mataria a mãe dela. A garota foi retirada de casa e levada para um abrigo onde esta recebendo toda assistência necessária.

A mãe da adolescente não acreditou que os abusos poderiam estar acontecendo. A psicóloga Darlene Têndolo, afirmou que muitas vezes acontece isso, a família reluta em acreditar que o crime acontece, por ser algo muito grave e trazer grande sofrimento a toda à família.

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Segundo a psicóloga existe o tabu dos ‘muros do silêncio’.

A psicóloga que acompanha a adolescente informou que a característica comum aos abusadores e manter o silencio das vítimas através de ameaça a um familiar, mãe, irmão, ou qualquer parente próximo.

O professor que leu a carta da garota, em entrevista a um jornal, afirmou que a garota tinha problemas com aprendizado. Ela tinha muita dificuldade em algumas matérias e pouca atenção durante a aula. Ele contou também que algumas vezes ela chegou a pedir que um dos professores a levasse em casa. Ele falou que essa era a forma da garota demonstrar que passava por problemas em casa. Os sinais dados pela garota infelizmente não foi percebido por ninguém. Ele afirmou que isso serviu para que eles educadores ficassem mais atentos aos sinais dados pelas crianças, e que realizassem dinâmicas em que acriança possa relatar como é sua vida fora do ambiente escolar.

#Crime #Casos de polícia