Os paulistas têm uma ótima oportunidade de conhecer um dos brasileiros mais ilustres de sua história: desde o último 26 de novembro de 2016, “Santos Dumont – Coleção Brasiliana Itaú” contará a vida, os inventos, as curiosidades e a vida pessoal do “Pai da Aviação”.

A mostra revela sua infância na Fazenda Cabangu, na cidade de Palmira (MG) e a posterior passagem da família por Ribeirão Preto (SP), quando o pai tornou-se um importante cafeicultor. Foi na fazenda de café que Alberto Santos Dumont começou a demonstrar intimidade com as máquinas. Ele fazia alguns consertos nos equipamentos agrícolas e sabia andar de locomotiva.

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Outra paixão que alimentava era a literatura, devorando os livros “futuristas” e cheios de engenhocas imaginados pelo escritor francês Júlio Verne. Um de seus favoritos era “A Volta ao Mundo em 80 Dias”; no entanto, foi outro livro de Verne que o inspirou a alcançar o céu: “Viagens Extraordinárias”, com a descrição de balões e aparelhos que voavam.

Aos 18 anos, deixou o Brasil, foi para a França e seguiu na carreira de inventor de aeronaves e dirigíveis. Em um intervalo, concebeu o “Conversor Marciano”, espécie de propulsor colocado nas costas com a finalidade de ajudar os esquiadores a subir montanhas mais rapidamente e com menos cansaço.

Numa determinada ala da exposição, há a réplica em tamanho natural do aeroplano “Demoiselle”, criado entre os anos de 1907 e 1909 e considerado o ponto máximo da inventividade de Santos Dumont.

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A curadora da mostra, Luciana Garbin, conta que o inventor brasileiro colocava à disposição as plantas do “Demoiselle” para qualquer pessoa: “ele nunca quis patentear o que estava criando, porque ele achava que tinha que ser aberto para a humanidade. Estima-se que foram feitas mais de 200 ‘Demoiselles’ no mundo”.

Santos Dumont não vivia com a cabeça nas nuvens: ficava antenado sempre que aparecia algo a seu respeito na imprensa da época. Ele tinha cuidado com sua reputação, chegando a contratar quatro empresas especializadas em rastrear jornais, os quais, por sua vez, enviavam um recorte da matéria ao próprio interessado.

Outras alas da exposição ilustram o brilho da “Belle Époque” francesa e a glória de voar com o “14 Bis”, proeza que se comemora exatos 110 anos. Em uma das alas, a organização das fotos lembra as asas da aeronave citada anteriormente. E tem mais: um acervo dedicado a outros inventos (que não estejam ligados à aviação, como o relógio de pulso) e seu retorno para o Brasil, onde foi condecorado e amado pelas multidões.

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Enquanto projetava suas inovações, exercia concomitantemente o design e praticava esportes. Versátil, no retorno ao Brasil chegou a escrever e cuidava das fazendas da família.

Seu lado humano é bem explorado; justamente o ponto central dessa mostra, onde se desvendam as várias facetas exercidas de sua personalidade. Sofrendo de depressão, veio a cometer suicídio em 1932; porém, em seu atestado de óbito, anotou-se ataque cardíaco. Ele mesmo projetou a lápide da família, tendo como figura central a personagem alada da mitologia grega, Ícaro.

Quem quiser ir à exposição, pode apreciá-la até 29 de janeiro de 2017. Abre ao público de terça a sexta, das 9h às 20h. Aos sábados, domingos e feriados, o horário de funcionamento é das 11h às 20h. A entrada é gratuita e o endereço do Itaú Cultural é: Avenida Paulista, 149. #avião #Entretenimento #Inovação