O quinto dia de julgamento de Elize Matsunaga ficou marcado por uma áspera discussão entre defesa e acusação que precisou ser interrompida pelo juiz do caso. Além disso, contou com o depoimento mais longo da semana. Por quase 10 horas, Sami Jundi, principal testemunha da defesa foi ouvido pelo juiz, defesa, promotoria e respondeu perguntas dos jurados.

O médico legista contratado pela defesa discordou dos médicos legistas e peritos criminais ouvidos anteriormente. Para ele, o tiro disparado por #elize acertou a região do bulbo de Marcos e o matou instantaneamente. Ou seja, Marcos #matsunaga não respirou levando sangue ao pulmão e não foi decapitado vivo.

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O sangue encontrado no órgão teria escorrido quando Elize carregou Marcos para o quarto, onde o esquartejou ou até mesmo num processo de necropsia que pode não ter seguido os protocolos médicos.

Bate-boca

O #julgamento teve um momento tenso e de discussão, quando a promotoria, antes de começar suas perguntas, pediu para que fosse registrado em "ata" os termos utilizados por Jundi. De acordo com o assistente da promotoria Luiz Flavio D’urso, as frases: "Só se o ânus da vítima estivesse em outro lugar" e "se não for sangue poderia ser ketchup", desrespeitam a memória da família, de Marcos Matsunaga e dos presentes no plenário. D'urso ainda pediu cópia integral do depoimento para levar ao Conselho de Medicina para que tomem as devidas providências.

A defesa, por sua vez, argumentou que a promotoria estava tentando intimidar Jundi, o que deixou a discussão mais áspera, com ameaças de processos de ambas as partes.

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Após a briga, a promotoria assumiu as perguntas, mas a tese de que Marcos foi alvejado a curta distância, também foi questionada, contrariando a acusação. Para o legista, não há como afirmar a que distância Elize atirou no ex-empresário. Por volta das 20h55, o depoimento de Jundi foi encerrado. Defesa e promotoria o dispensaram, bem como as testemunhas João Lavras e Ariane Scramin.

Mais testemunhas e fim do depoimento das testemunhas

O juiz Adilson Paukoski Simoni encerraria o dia de julgamento, mas defesa e promotoria entraram num acordo de ouvirem os advogados que estudaram com Elize; Tania Aparecida e José Américo. O depoimento de ambos foi rápido. Eles falaram do comportamento de Elize, que sempre foi tímida e reservada e que Marcos Matsunaga era um marido muito ciumento. Ao todo, 16 testemunhas prestaram depoimento nessa semana e essa parte do julgamento está encerrada. Neste sábado, Elize será ouvida pelo juiz, defesa e jurados. Os advogados da ré já adiantaram que ela não responderá as perguntas da acusação. A previsão é que o julgamento acabe na madrugada de domingo.