Mais três pessoas prestaram depoimento no quarto dia de #julgamento. Se mais ninguém for dispensado, outras cinco pessoas serão ouvidas até o final do pleito. O dia de depoimentos ficou marcado por mais uma afirmação de especialista afirmando que Marcos #matsunaga foi esquartejado ainda em vida. Além disso, a infância de #elize Matsunaga foi revelada, onde temas tabu, como abandono e estupro, foram citados.

O primeiro depoimento do dia foi do legista Carlos Coelho e durou aproximadamente seis horas, o mais longo até hoje. Ele explicou que não tem como precisar se Marcos sentiu dor quando foi cortado, mas que seu organismo reagiu, o que é importante para entender os vestígios de sangue no pulmão do ex-empresário.

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Outro ponto importante foi quando Coelho explicou que Marcos poderia ter sobrevivido se socorrido após o tiro na cabeça.

Abandono e estupro

O segundo depoimento do dia deu início às falas das testemunhas da defesa. Roseli de Araújo falou sobre a infância e adolescência pobre de Elize, contando dramas familiares como abandono do pai e estupro do padrasto. Elize chorou muito quando sua tia tocou no assunto e quando ela falou de Helena, filha de Elize e Marcos. A tia Rose, como era chamada, contou que após ascender sua classe social, Elize ajudava a família dando presentes e chegou a pagar metade do valor de uma cirurgia que sua mãe precisou fazer em combate ao câncer.

No decorrer do depoimento, Roseli falou sobre o período em que morou no apartamento do casal, mas sempre se referiu a ambos como uma família normal.

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O último depoimento do dia foi da governanta Neuza Gouveia da Silva. A mulher começou a trabalhar oito dias antes do crime e disse que presenciou duas importantes brigas do casal. Em uma delas, ouviu Marcos chamar Eliza e o pai de vagabundos. A mulher se complicou ao dar duas versões sobre um suposto soco que Marcos teria dado na mesa; em juízo, ela teria falado que viu, já no julgamento ela disse que ouviu um soco e não sabia quem era o autor do golpe.

Neuza contou que na manhã do sábado que antecedeu o crime ela saiu do apartamento, pois estava de folga e só retornou no domingo à noite. Na manhã de segunda, conversando com outra empregada, foi informada que Elize tinha saído cedo e ainda não havia retornado (nesse período, Elize teria saído com as malas contendo partes do corpo de Marcos). A empregada contou nos dias posteriores ao crime que perguntou a Elize se colocava a mesa para o casal. Elize sempre respondia positivamente. Na quarta-feira seguinte ao crime, a mulher depositou 10 mil reais a pedido da ré, pois seria dinheiro para pagar um suposto resgate de sequestro que Elize inventou.

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Por fim, Neuza despertou atenção da promotoria ao dizer que os pertences pessoais e de valor de Elize foram levados para a casa de uma amiga. Mas não soube dizer para onde foram os vinhos de altíssimos valores. Após o término do depoimento, a promotoria informou que não dispensaria Neuza. Eles devem abrir um processo de falso testemunho contra a mulher devido a incompatibilidade de informações. Mauriceia, a babá que permanecia à disposição foi liberada.

Promotoria segue confiante

A promotoria parecia confiante na saída do plenário e chegou a dizer que se soubesse do teor dos depoimentos das testemunhas de defesa, eles mesmo teriam requisitado a tia e a governanta. Disseram que em vários momentos foi possível notar que Elize arquitetou o crime e agiu friamente após o fato. Além disso, no entendimento da promotoria, a defesa tenta argumentar que Marcos era um homem violento, mas nenhuma das testemunhas de defesa ratifica isso. A perspectiva da promotoria é que as 5 testemunhas restantes deponham amanhã e que o julgamento termine no sábado.