#Elize Matsunaga foi condenada a 19 anos, 11 meses e 1 dia por matar e esquartejar seu marido Marcos Matsunaga em maio de 2012. A pena é composta pelo homicídio qualificado (18 anos e 9 meses) e destruição e ocultação de cadáver (1 anos, dois meses e 1 dia). A decisão aconteceu por volta das 2h07 da manhã desta segunda-feira, após longos sete dias de #julgamento. O juiz Adilson Paukoski Simoni leu por cerca de trinta minutos o veredito final de Elize. Ela acompanhou tudo de dentro do plenário já com o uniforme do sistema penitenciário (camisetas branca e calça bege) e com as mãos para trás. A pena dela deverá ser cumprida em regime fechado por pelo menos 3/5 do prazo, o que deve fazer com que ela fique atrás da grades por, pelo menos, mais 5 anos.

Publicidade
Publicidade

Pena poderia ser maior

Os jurados não consideraram como qualificadores "motivo torpe" - que nesse caso seria caracterizado por vingança", nem "meio cruel" - hipótese em que o esquartejamento de Marcos teria sido iniciado com ele ainda em vida. A única qualificadora aceita pelo júri foi a que Marcos não teve chance de reagir. Ou seja, o homicídio só deixou de ser simples porque uma qualificadora foi aceita. Caso nenhuma qualificadora fosse aceita, Elize poderia sair pela porta da frente do tribunal. Por outro lado, caso todas as qualificadores fossem aceitas pelo júri, a pena de Elize poderia chegar aos 30 anos.

Brigas e acusações

O dia que iniciou com o depoimento de Elize contou com discussões entre defesa e promotoria, onde acusações de machismo e xingamentos foram repetidos várias vezes.

Publicidade

Os bate-bocas começavam quando uma parte tentava desquailificar a argumentação da outra. Nesse tom, defesa e promotoria foram responsáveis por gritos e xingamentos no plenário.

Na saída do plenário, a promotoria informou que não deve recorrer da sentença e que caso faça isso, será após refletir sobre a pena aplicada. Já a defesa informou que deve entrar com recurso, pois na visão deles, a decisão do juiz em aplicar a pena não foi compatível com a decisão dos jurados. #Justiça