Na manhã do dia 14 de dezembro, Débora Soriano de Melo, de 23 anos, foi assassinada, segundo a Polícia Civil, com um taco de beisebol. Evangélica e mãe de dois filhos, Melo era militante feminista e atuava em organizações sociais como a União da Juventude Socialista (UJS) e a União Brasileira de Mulheres (UBM).

O dono do bar em que o #Crime ocorreu, Delano Ruiz Liger, procurou o Distrito Policial localizado no Alto da Mooca para fazer a denúncia, acusando seu primo, Willy Gorayeb Liger, de 27 anos, que trabalha como gerente do estabelecimento, de ter cometido o ato.

De acordo com o relato de Delano, Willy ligou para o primo por volta das 7h30 da manhã dizendo que ia ao bar com duas moças.

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Ao chegar no local, cerca de duas horas depois, o denunciante se deparou com Willy, as duas garotas e dois homens, todos sentados. O gerente chegou a ajudar o primo a carregar engradados para o carro e Delano pediu que o encontro fosse encerrado.

Por volta do meio-dia, Willy fez outra ligação para Delano, contando que tinha matado uma mulher no bar, por ter "perdido a cabeça". Ele ainda explicou que o havia feito com um taco de beisebol e pediu ao primo que não abrisse o estabelecimento naquele dia, pois precisava sumir com o corpo. O gerente fez outras ligações a Delano, insistindo que ele não abrisse o bar e que não contasse nada à polícia.

Finalmente, depois das 17h, após conversar com um outro primo, que é policial civil, Delano decidiu ir ao 18º Distrito Policial para registrar um Boletim de Ocorrência.

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Oficiais acompanharam a testemunha até o bar e encontraram o corpo de Débora, que além dos hematomas no rosto e na cabeça estava com fios enrolados no pescoço e apresentava indícios de abuso sexual, sem a calcinha e com a saia levantada. Seus documentos foram achados em uma mochila, atrás de caixas de cervejas, embaixo do balcão.

A Polícia Civil descobriu que Willy já responde pelos crimes de roubo e estupro e tem um mandado de prisão em aberto desde 2011. Ele está foragido e os investigadores devem ainda ouvir os indivíduos que estavam no bar naquela manhã com o gerente. #Violência #Casos de polícia