Domingo, dia 4 de dezembro, era o dia previsto para o casamento de Udirley Marques Damanesco, 34 anos, e Silvana Nascimento da Silva, 32 anos. A cerimônia estava marcada para as 16 horas e o chaveiro imaginava que, ao chegar o local, já encontraria sua noiva, a auxiliar de enfermagem.

Ele chegou ao local às 15h30 e lá já estavam os 250 convidados dos noivos. O casamento começaria em meia hora.

Udirley disse que estava se arrumando e depois já ia esperar pela #noiva no altar. O que ele não sabia é que Silvana tinha decidido fazer uma surpresa para o noivo e havia contratado um #Helicóptero que a levaria para a festa.

O que era para ser um momento de comemoração acabou em uma tragédia, quando o helicóptero caiu, matando os quatro passageiros.

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Os momentos até o acidente

Às 16h, começou a organização da fila de padrinhos. Lá já estava o noivo com a mãe e a filha de seis anos, fruto do primeiro casamento de Udirley. A menina seria a daminha de honra.

Nessa hora, o cerimonialista avisou ao noivo que Silvana iria de helicóptero, mas que o voo havia atrasado por conta do mau tempo.

Então, meia hora depois, o dono espaço chamou Udirley e deu a notícia que mudaria tudo: o helicóptero havia caído e ainda não havia informações sobre os passageiros.

Até que chegou a notícia de que todos estavam mortos. "Imagina 250 pessoas chorando desesperadamente", relembrou Udirley.

O noivo também lembrou de Silvano, que era irmão de Silvana, e também estava no helicóptero. Ele contou que Silvana perdeu o pai muito cedo e que Silvano era a referência masculina da noiva.

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Os dois foram sepultados juntos na segunda-feira, dia 5, no cemitério Parque dos Ipês, em Taboão da Serra.

Outras duas pessoas também morreram no #Acidente.

O corpo da fotógrafa Nayla Cristina foi enterrado nesta terça-feira, dia 6, em Tapecerica da Serra, em Suzano. Ela estava grávida de seis meses.

Além dos três, estava também o piloto piloto Peterson Pinheiro, enterrado no mesmo dia e lugar da fotógrafa.

As causas do acidente estão sendo investigadas pela Polícia Civil e pela Aeronáutica. O delegado responsável, Albano Fernandes, explicou que o acidente pode ter sido causado pelo mau tempo e também por falha humana.

Testemunhas do acidente disseram que o piloto estava encurralado nas nuvens e acabou batendo com a cauda do equipamento em uma árvore, causando a queda.