No domingo de Natal, uma dupla violenta gerou um grande estrago na vida do vendedor ambulante Luiz Carlos Ruas, de 54 anos e de sua família. O homem tentou ajudar um morador de rua que era agredido pela dupla e foi perseguido e espancado até a morte, dentro da estação do Metrô, Dom Pedro II, região central de São Paulo.

Os criminosos foram identificados na tarde de segunda-feira, 26, sendo eles: Alípio Rogério Belo dos Santos e Ricardo Nascimento Martins, com idade de 26 e 20 anos, respectivamente. Na tarde dessa terça-feira, 27, a dupla foi considerada foragida, pois apesar de um advogado ter avisado ainda na segunda-feira, que eles se entregariam, o ato ainda não aconteceu.

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A “justificativa” para o ato tão desumano teria sido o fato do agressor mais velho, Alípio Rogério Belo dos Santos, ter saído de casa muito bravo por saber ou desconfiar que foi traído pela esposa. Logo, ele decidiu bater nas pessoas para extravasar o estresse que estava vivendo.

O advogado da dupla, que se identificou como Nunes, disse que o fato não justifica o assassinato, mas é o que levou ao comportamento de um dos criminosos. O advogado também disse que conversou com os familiares dos dois agressores e que parentes de Alípio disseram que ele saiu de casa nervoso, discutindo com os vizinhos e arrumando confusão com todo mundo.

Alípio e Ricardo são primos. O delegado do caso informou que 35 investigadores estão trabalhando para prendê-los, realizando diligências durante todo o dia na capital, interior e litoral paulista.

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Também informou que o Metrô tem colaborado com as investigações e foi graças as imagens de segurança e mais 32 fotos feitas por um funcionário que conseguiram identificar os criminosos.

Os funcionários do Metrô serão ouvidos pela polícia e ainda não se sabe se a empresa responderá, solidariamente, no processo. O Metrô informou que os seguranças estavam atendendo uma outra ocorrência em uma estação vizinha, no momento do #Crime. Para quem utiliza o transporte público aos finais de semana, é sabido que raramente existem seguranças nas estações, salvo em dias de algum evento na região das estações, como manifestações, parada gay, Marcha para Jesus e outros eventos que mobilizam número imensurável de pessoas. #Violência #Casos de polícia