O prefeito da cidade de #São Paulo, João Doria, vem sofrendo duras críticas à sua ação que está removendo #Grafites por toda a cidade e cobrindo-os de cinza. As remoções de grafites e pichações fazem parte do programa Cidade Linda, instituído pelo atual prefeito de São Paulo. O auge da polêmica, no entanto, ocorreu neste fim de semana, quando Doria removeu grafites icônicos da Avenida 23 de Maio. "[Ele] anunciou uma guerra contra a pichação, mas apagou os grafites", disse o grafiteiro Enivo, em entrevista à Folha de São Paulo.

De todos os 15 mil metros quadrados de painéis grafitados da Avenida 23 de Maio, poucos foram preservados, como uma pintura do muralista Eduardo Kobra, que ilustra uma São Paulo antiga.

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Doria afirmou que iria manter apenas oito painéis para os grafiteiros ao longo da avenida.

Na manhã de segunda-feira (23), as paredes recém pintadas de cinza da Avenida 23 de Maio amanheceram com manchas de tinta colorida, numa forma de protesto contra a ação, e lembram as que foram feitas no monumento de Borba Gato e no Monumento às Bandeiras no final do ano passado, próximo à época das eleições.

Outros protestos ocorreram na cidade em favor dos grafites. Cerca de 40 manifestantes fizeram um ato contra a medida de Doria, começando na Praça da Bandeira, no Centro, ocupando uma das faixas da pista da 23 de Maio no sentido Aeroporto de Congonhas e terminando, pacificamente, no Parque do Ibirapuera.

Ontem (25), aniversário da cidade, a estátua do Apóstolo Paulo, que fica na praça da Sé, também apareceu manchada de tinta vermelha e hoje (26) o asfalto de uma parte da Avenida Paulista também amanheceu manchado por várias cores

Após todos os protestos, o prefeito anunciou hoje (26) que tem um projeto para permitir murais de grafite na cidade de São Paulo, numa espécie de ''museu a céu aberto'', em ações a cada 3 meses, na qual grafiteiros selecionados receberão recursos da prefeitura para mostrar sua arte em pontos da cidade previamente aprovados.

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Doria declarou que os artistas que participarão deste projeto serão escolhidos por uma comissão que fará análise do portfólio dos candidatos, e que a primeira ação deste projeto deve ocorrer na capital em março deste ano e deverá custar cerca de R$800 mil. Os locais que poderão receber as intervenções ainda não foram definidos pela prefeitura, mas deve ocorrer no Baixo Augusta. #João Dória