Um crime que tem se tornado cada vez mais comum, o furto de cabos elétricos provoca prejuízos e transtornos para a população. Somente na cidade de Sorocaba, foram furtados em 2017 cerca de 3,1 quilômetros de fios. Segundo concessionária #CPFL Piratininga, nesse período foram registradas 157 ocorrências, praticamente uma a cada três dias na cidade. Ainda, de acordo com a empresa, a zona oeste é a região de maior incidência desses crimes.

E o risco não é apenas para a população, mas também para quem furta o material. Segundo Márcio Baebe, gerente de serviços de campo da CPFL, os riscos para quem pratica o furto são muito sérios, podendo causar lesões irreversíveis, perda de membros e até mesmo a morte.

Publicidade
Publicidade

Em dezembro do ano passado, o corpo de um homem foi encontrado pendurado em uma torre na cidade de Marília. A escada e um alicate encontrados no local dão indícios que a vítima estava tentando furtar cabos. Apesar dos riscos, os criminosos continuam agindo cada vez mais.

Troca por alumínio

Em nota, a CPFL afirmou que está investindo em soluções com o objetivo de reduzir os impactos provocados pela falta de energia quando há #Furtos de cabos. A empresa revelou também que está substituindo esses cabos por equipamentos de alumínio, que custa quatro vezes menos que o cobre e isso desencoraja o furto, uma vez que o valor já não é tão vantajoso para receptadores. Caso um morador constate o furto de cabos no imóvel, ele deve entrar em contato com a CPL e pedir que uma equipe vá até o local fazer o desligamento definitivo da energia.

Publicidade

Isso é necessário para que se tenha certeza que não existe mais nenhum ponto energizado. De acordo com a empresa, 90% dos furtos ocorrem em residências e empresas.

Dá cadeia

O furto de cabos elétricos é crime previsto no Código Penal e o infrator pode pegar de 2 a oito anos de prisão. O delegado Acácio Leite, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de #Sorocaba, informou que no momento não há casos dessa natureza sendo investigados. E lembrou que a maioria desses casos ocorre em zonas periféricas e rurais.