Na madrugada do dia 15, Rodrigo Ambrogi, de 19 anos, gerente de uma boate voltada para o público #LGBT, situada na rua Peixoto Gomide, na região da Consolação, em São Paulo, após o término do expediente, aproximadamente às 05h, foi comer um cachorro quente, como sempre costuma fazer, foi cercado por quatro assaltantes, que saquearam todos os seus pertences e o agrediram no rosto. Neste momento, um grupo de jovens que estava saindo da boate percebeu a situação e foi socorrer Rodrigo.

Os jovens detiveram os meliantes e ligaram para o 190, chamando uma viatura da Polícia Militar, mas um dos delinquentes conseguiu se desvencilhar e fugiu.

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Rodrigo e o estudante Kaique Santos, de 19 anos, que estava no grupo que conteve a ação dos criminosos, saíram em perseguição e nas imediações da esquina da Rua Herculano de Freitas com São Miguel, próximo ao Shopping Frei Caneca, Rodrigo conseguiu imobilizar o bandido fujão.

Ao tentar pedir ajuda de três pessoas, que estavam a bordo de um veículo branco que estava saindo de um prédio próximo, Rodrigo começou sendo esmurrado pelo motorista do automóvel, um homem forte, de barba, que usava uma camiseta e um boné, aparentando ter 30 anos, e acabou desmaiando.

O preconceito contra os gays “cegou” o agressor

Kaique Santos testemunhou a #agressão e disse que o homem gritou “Vocês estão fazendo muito barulho a essa hora”, deu uns tapas no assaltante e depois começou a espancar Rodrigo. O homem ameaçou Kaique Santos, que intimidado recuou.

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O assaltante aproveitou a confusão e fugiu novamente.

Conforme a testemunha, o agressor só parou de bater em Rodrigo quando ele ficou desacordado. A vítima foi conduzida até o Hospital Santa Casa, localizado no centro de São Paulo. O rapaz sofreu fratura no nariz e hematomas pelo corpo.

Ao receber alta na tarde do domingo, dia 15, Rodrigo disse que não se lembrava de nada depois que começou a ser surrado e desmaiou. Kaique Santos disse que tentou avisar que era um engano, que Rodrigo tinha sido assaltado, mas o agressor enfurecido pela sua homofobia, gritou “Não quero gay brigando na frente da minha casa” e continuou a bater em Rodrigo, que desmaiou, fazendo com que as outras pessoas, um homem e uma mulher, que estavam no carro branco, descessem e levassem o agressor para dentro do veículo e partissem.

O fato foi registrado no boletim de ocorrência da delegacia como roubo e lesão corporal. Cristiane Ambrogi, mãe do rapaz, quer que o culpado seja encontrado e responsabilizado penalmente.

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A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirmou que adotará as medidas cabíveis para a situação não ficar impune.

Casos de homofobia têm crescido no Brasil nos últimos anos

Dados oficiais da Segurança Pública de São Paulo registram uma média de 98 crimes de homofobia a cada mês em São Paulo. Luiz Mott, doutor em Antropologia, professor titular aposentado da Universidade Federal da Bahia e presidente do Grupo Gay da Bahia relata que: “Há décadas o Brasil é campeão mundial nos crimes contra a população LGBT. Comparativamente aos EUA, por exemplo, matamos de 30 a 40 LGBTs por mês, enquanto que lá morrem 20 por ano. O principal motivo é a LGBTfobia individual e cultural, que incrementa os crimes letais no nosso país”. #roubo e lesão corporal