Após ser assaltado, por volta das 5h do último domingo (15), Rodrigo Ambrogi, de 19 anos, conseguiu imobilizar um dos criminosos e pediu ajuda a um homem que saía da garagem de um prédio na região da Bela Vista, em São Paulo. Entretanto, o jovem foi espancado pelo morador da região.

A vítima, que é gerente de uma balada #LGBT, contou à polícia que, antes de perder os sentidos, ouviu o agressor dizer que não queria gay brigando na porta da casa dele.

De acordo com informações do boletim de ocorrência, o jovem havia saído do trabalho para fazer um lanche, quando foi abordado por quatro assaltantes na rua Frei Caneca. Os criminosos fugiram levando o celular e cerca de R$ 520 da vítima, que perseguiu o grupo e entrou em confronto com um deles.

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O homem a quem Ambrogi pediu ajuda reclamou do barulho e deu um soco no rosto do jovem, que caiu no chão, inconsciente. De acordo com testemunhas ouvidas pelo jornal O Estado de S. Paulo, mesmo após o desmaio, as agressões continuaram.

Apesar de uma fratura no nariz e vários hematomas espalhados pelo corpo, a vítima já recebeu alta e está em casa. O caso foi registrado no 2º Distrito Policial, mas deverá ser investigado pelo 4º Distrito Policial da Consolação, onde Rodrigo deve comparecer ainda hoje para realizar reconhecimento de um suspeito.

Movimento LGBT

Na tarde desta segunda-feira (16) ativistas LGBT realizarão uma manifestação na Estação D. Pedro II, onde o ambulante Luis Carlos Ruas, de 54 anos, foi espancado até a morte após defender duas travestis. O ato, marcado para às 13h, foi convocado, a princípio, em memória de Itaberlly Lozano, homossexual de 17 anos morto a facadas pela mãe, no interior de São Paulo.

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Após o ocorrido na região central da capital, os manifestantes também pedirão justiça no caso do último domingo.

Em sua página no Facebook, uma prima de Rodrigo agradeceu o apoio do movimento e fez um chamado para o ato. " (...) Amanhã terá uma mobilização onde pediremos por justiça, não apenas pelo caso do meu primo, mas sim por todos que sofrem essa tragédia, para que diminua e um dia venha a acabar com esse trauma que passamos todos os dias. Que cada um tenha o direito de ser como quer, tenha a liberdade de andar da forma que escolhe", publicou.

Ainda de acordo com o jornal, o Estado de S. Paulo, no último ano, cerca de 98 crimes de #Homofobia foram registrados a cada mês em São Paulo. Entretanto, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) passou a registrar as intolerâncias envolvidas nas ocorrências apenas a partir de novembro de 2015. #Violência