O preconceito foi a principal causa da morte do estudante Itaberlly Lozano, de 19 anos, encontrado morto no último sábado (7), próximo à Rodovia José Fregonesi, na cidade de Cravinhos, região metropolitana de Ribeirão Preto, a 292 km de São Paulo. O corpo do rapaz foi encontrado carbonizado em um matagal. A faca que pode ter sido usada no crime foi encontrada na casa da mãe dele e apreendida. O crime ocorreu no dia 29 de dezembro de 2016.

Após o corpo ter sido encontrado, dois dias depois (9), a família registrou um boletim de ocorrência pelo desaparecimento do jovem. No local, foi encontrada uma pulseira da vítima, mesmo acessório que aparece em grande parte das fotos de Itaberlly em seu perfil do Facebook.

Publicidade
Publicidade

A mãe, Tatiana Lozano Pereira, gerente de supermercado, e o padrasto do jovem, o tratorista Alex Canteli Pereira, foram presos na tarde desta quarta-feira (11), suspeitos de terem matado a facadas e queimado o corpo do rapaz, pois não aceitavam o fato de ele ser gay.

De acordo com a Polícia Civil, Tatiana Lozano falou que o filho era difícil, problemático, estava envolvido com drogas e teria ameaçado a família, incluindo o irmão caçula, de 4 anos, além de apresentar comportamento agressivo.

O tio paterno do garoto, Dario Rosa, afirma que a mãe não aceitava que o filho era homossexual e destaca que uma mãe tem que cuidar do filho e não matá-lo. Segundo Rosa, Itaberlly era um menino educado e trabalhador. Ele não acredita na versão dada pela ex-cunhada e nega que Lozano tivesse envolvimento com drogas.

Publicidade

A mãe e o padrasto confessaram o crime.

Segundo o jornal “A Cidade”, a mãe admitiu que enforcou e esfaqueou o rapaz e que o padrasto teria incendiado e enterrado o corpo em um canavial. Itaberlly e a mãe trabalham juntos em um supermercado.

O casal responderá por #homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver. Tatiana foi levada à cadeia de Cajuru (SP) e o padrasto, à cadeia de Santa Rosa de Viterbo (SP). O advogado de defesa, Fabiano Ravagnani Junior, pediu à Justiça a liberdade provisória de ambos e não descarta o pedido de habeas corpus. #Homofobia #LGBT