Uma média de 700 mil pessoas vêm sendo prejudicadas, diariamente, pelo descaso do governo do Estado de #São Paulo. São os passageiros que utilizam a estação de Guaianases para pegar o trem da linha 11 Coral (CPTM). Há vários anos, vem sendo prometida uma remodelação da estação, que não comporta mais o número de passageiros, além da falta de acessibilidade para pessoas com deficiências ou idosas. No caso, escadas rolantes e elevadores, itens básicos na vida moderna.

Há quase 3 anos, a assessoria da CPTM divulgou a maquete da futura estação que atenderá a população da região com dignidade. Na maquete, que no papel é bonita, constam os itens de acessibilidade, tais como elevadores, rampas, corrimãos, pisos e rotas táteis, o que permanece na promessa.

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Enquanto isso, os usuários da linha 11 Coral, correm o risco de acidentes diariamente com pisos, tanto interno como externo, deteriorados.

A Companhia alega que já realizou os processos necessários para a licitação, como elaboração de projetos, licenciamentos e pré-qualificação das empresas. No entanto, as leis de Licitação (8.666) e a de Responsabilidade Fiscal não permitem que o edital para contratação das obras seja publicado sem a garantia dos recursos que, no caso, estão previstos para vir da OGU (Orçamento Geral da União).

Quem utiliza o Expresso Leste, que circula entre as estações Luz e Guaianases, tem de fazer a baldeação para os trens antigos do segundo trecho, entre as estações Guaianases e Estudantes, em Mogi das Cruzes, atendendo aos municípios até Mogi.

Enquanto o governo estadual não se mobiliza para liberar as verbas necessárias para a revitalização da estação de Guaianases, os quase 700 mil usuários deste transporte vivem como gado num apertado curral, com a falta de mobilidade e correndo riscos de acidentes.

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O último investimento em infraestrutura na região foi há 30 anos. A população não aguenta mais. O dinheiro para as periferias acaba em Itaquera e nos municípios vizinhos, mas nunca chegam em Guaianases e região. No entanto, as estações dos municípios de Poá, Ferraz de Vasconcelos e Suzano passaram por obras e reformas, com valores que ultrapassam R$ 100 milhões de reais. #melhoriasnasperiferias