A avenida Paulista amanheceu ocupada por um grupo de militantes do #MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) nesta quinta-feira (16), em frente ao escritório da presidência da República, na capital paulista. Através das redes sociais, o movimento diz que não deixará o local até ser ouvido pelos representantes do governo federal, em São Paulo.

Segundo Natália Szermeta, da coordenação do MTST, o acampamento - que conta com cerca de 300 pessoas até o momento, foi resultado das duas marchas ocorridas na ultima quarta-feira(15), na própria avenida Paulista e em diversos outros estados do país, e tem como pauta a luta contra os “mandos e desmandos de Michel Temer”.

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Luta contra o governo

O MTST afirma que o anuncio feito na semana passada pelo Governo Federal, da retomada do programa "Minha Casa Minha Vida" e a falta de contratações no programa são os estopins para mais essa ação. Segundo o anúncio do Palácio do Planalto, feito no dia 6, o programa será ampliado a famílias com renda mensal de até R$ 9 mil. Antes, o limite de renda era de até R$ 6,5 mil por mês (faixa 3). Para os trabalhadores sem-teto, essas mudanças não são voltadas aos mais necessitados.

“Em última analise, o anúncio que foi feito, é, na verdade, uma distorção do 'Minha Casa Minha Vida' enquanto programa social e o transforma em um banco de financiamento habitacional para a classe média”, afirma Natália.

Além do "Minha Casa Minha Vida", estão na pauta do #Protesto as propostas de mudanças nas políticas previdenciárias, as alterações nos direitos trabalhistas e até a indicação de Alexandre Moraes para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Em setembro de 2016, o grupo reuniu milhares na Paulista pedindo a renúncia de Michel Temer.

Imagens e vídeos da manifestação vêm sendo compartilhados nas redes sociais e simpatizantes estão se dirigindo para o local. Não há registro de nenhum ato de repressão contra os manifestantes, assim como nenhuma previsão de atendimento, por parte do escritório paulista do Governo Federal.

O movimento planeja promover atividades culturais e rodas de conversa durante toda quinta-feira e nos próximos dias. A coordenação afirma que os manifestantes só desocuparão a Avenida Paulista, depois de acatadas suas reivindicações. #OcupaPaulista