Na última quinta-feira (16), foi anunciada uma polêmica medida do prefeito de Sorocaba #José Crespo (DEM) que gerou revolta em grande parte da população. Em razão da falta de auxiliares de #Educação, mais de um terço das escolas municipais que antes atendiam em período integral, passarão a ser de período semi-integral.

Dessa forma, a partir desta segunda-feira (20), 33 das 89 unidades dos Centros de Educação Infantil (CEIs) e creches e as séries do ensino fundamental de #Sorocaba, que apresentam quadro de funcionários incompletos, terão seus horários reduzidos. Antes elas atendiam das 7h às 17h e agora atenderão até às 12h30, prejudicando quase 1.000 crianças.

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A medida vai de encontro ao que o próprio prefeito prometeu em sua campanha eleitoral no ano passado. Em propaganda veiculada na TV, o então candidato afirmou que todas as escolas teria ensino integral. “Em nosso plano de governo também temos o compromisso de implantar o ensino em tempo integral em todas as escolas”, disse.

Na sexta-feira (17), a secretária de Educação de Sorocaba, Marta Cassar, concedeu uma entrevista coletiva, onde deu mais detalhes sobre a medida, que segundo ela, foi em razão do déficit de auxiliares de educação e que esta situação já vem desde 2014. De acordo com Rodrigo Moreno, titular da Secretaria de Recursos Humanos, para a resolução do problema, são necessários ao menos 150 profissionais para que todas as unidades atendam em período integral, o que custaria aos cofres públicos algo em torno de 4 milhões de reais ao ano.

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Mais tarde corrigido para R$ 4,4 milhões, mas ainda assim é menor que o custo de 4,7 milhões de 56 novos cargos comissionados que o prefeito pretende criar.

A mudança de horário gerou revolta de muitos pais que trabalham durante todo o dia e que haviam programado seus horários de acordo com o tempo em que os filhos ficariam na escola. Por conta disso, alguns já organizaram um abaixo-assinado e nas redes sociais há um movimento para que seja feito um protesto na prefeitura durante esta semana. Ciente da indignação da população, a secretária Marta disse que entende a situação deles, mas que isso trata-se e um problema social e não educacional.