Não é necessário entender muito de política para compreender que muitas promessas feitas pelo ex-prefeito Haddad (PT) não tiveram sucesso em sua concretização, na realidade muitas nem finalizadas foram.

Durante sua gestão dois hospitais tiveram suas obras interrompidas, e a população periférica ainda espera a inauguração das unidades. O #Hospital Municipal da Vila Brasilândia, Zona Norte de São Paulo e o Hospital Municipal de Parelheiros, Zona Sul, estão paralisados desde o fim do ano passado.

Uma placa no terreno inacabado da unidade da Zona Norte informa "estamos trabalhando há 408 dias sem acidentes", porém a unidade que deveria ter sido entregue em 11 de fevereiro deste ano está totalmente deserta e sem nenhum vigia no local.

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A promessa feita por Haddad é que o hospital seria composto com pronto-socorro adulto e pediátrico, quatro salas de emergências, 250 leitos, 8 centros cirúrgicos, obstetrícia e piscina para uso da comunidade.

Em relação a Unidade de Saúde de Parelheiros ainda existe uma pequena movimentação operária no local, com o orçamento de R$ 145 milhões a unidade está finalizada em 80% e a inauguração estava prevista para o ano passado, ainda na administração de Haddad.

No último dia (17) havia apenas 20 funcionários trabalhando lentamente na construção de um muro no local, porém se não entrar mais verbas até este mês de março, os operários irão abandonar a área. Entre 2015 e 2016 haviam cerca de 600 funcionários trabalhando a todo vapor, todavia por falta de recursos municipais o quadro de operários foi reduzido drasticamente.

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A perspectiva é que a instalação englobe 255 leitos, pronto-socorro, maternidade e centro cirúrgico.

De acordo com a gestão de João Dória (PSDB) os dois hospitais estão orçados em R$ 354 milhões de reais e deveriam beneficiar cerca de 2,2 milhões de moradores em ambas as regiões.

Segundo pesquisas do Datafolha realizada um mês após Dória assumir o poder, a Saúde é principal problema de São Paulo, em seguida vem Segurança e Transporte Público

NOTA DA PREFEITURA

O Secretário da Fazenda, Caio Megale aponta que não houve pagamento o suficiente para a conclusão das obras dos dois hospitais, e afirma que o capital que está em caixa é cerca de R$ 350 milhões e este dinheiro será destinado a suprir as dívidas adquiridas pelo governo de Haddad desde o ano passado.

Já o mandato do PT afirma que foram depositados em cofre cerca de R$ 500 milhões destinados exclusivamente para a conclusão dos hospitais e confirma que no ano passado as obras tiveram um ritmo reduzido. #prefeito #2017