Numa entrevista a Rádio Jovem Pan nesta última segunda-feira (6), o prefeito de #São Paulo João Doria passou por uma "bateria" de perguntas, feitas pelos membros que compõem a bancada da rádio. Dentre tantas, o jornalista e professor de Ciências Políticas Marco Antônio Villa, perguntou a João Doria até quando os integrantes do #MTST ocupariam aquele espaço na principal avenida da cidade de São Paulo, uma vez que esta seria alvo de uma nova manifestação no dia 26 de março, por manifestantes que defendem a Lava Jato. O prefeito foi extremamente enfático na sua resposta: "Eu posso assegurar a você que essa semana este assunto estará resolvido", afirmou Doria.

De fato, na manhã desta quinta-feira, João Doria postou em sua conta oficial do Twitter a seguinte frase: "A Av. Paulista amanheceu linda novamente. Atendendo nossa solicitação, o MTST aceitou deixar as calçadas da Paulista de forma pacífica". O fato é que o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) nega esta afirmação de Doria, quando ele diz que o movimento atendeu o pedido da Prefeitura de São Paulo.

Após a publicação do prefeito em sua conta no Twitter, o MTST publicou uma nota dizendo que "não encerra suas lutas por pedidos de quem quer que seja". O movimento ainda ressalta que "Desocupamos a Paulista porque tivemos conquista", afirmou a nota do MTST. "E, gostem ou não, voltaremos à mesma avenida no próximo dia 15 numa grande mobilização contra a reforma da Previdência de Temer."

Em sua conta oficial no Facebook, o MTST diz que "o acampamento atingiu seu objetivo. Participamos ontem de uma reunião com o ministro das Cidades, na qual foi garantida a retomada das contratações de moradia na Faixa 1 do programa Minha Casa Minha Vida, suspensas desde a entrada deste governo. O compromisso assumido prevê a publicação este mês de uma nova resolução para os projetos e, imediatamente, a retomada das contratações. Foi assegurado que, pelo critério de licenciamento avançado, os projetos do MTST e de outros movimentos serão contemplados."

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#João Dória