Na madrugada da última terça-feira (28), a Praça Franklin Roosevelt, no centro da capital, foi palco de #Violência Policial desmedida. Os militares chegaram no local perto da meia noite e de repente começaram a disparar bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta nos foliões que terminaram a noite ali. Não havia mais nenhum bloco de rua, apenas pessoas conversando.

Ivam Cabral, ator e morador da região, postou vídeos da #repressão em seu Twitter e comentou: “Praça Roosevelt em estado de guerra. Polícia veio soltando bombas de gás lacrimogêneo para dispersar as pessoas”. Complementou ainda: “Haviam centenas de pessoas na praça, clima tranquilo.

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Não entendi porque fizeram isso…”.

Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde da gestão Lula e ex-secretário municipal de Saúde da gestão Fernando Haddad (PT), também se manifestou no Twitter: “Inexplicável! Não há nenhuma multidão que justifique tamanha violência. Pessoas correndo desesperadas em meio aos carros”. Ao que acrescentou: “Não havia nenhum bloco/trio, apenas pessoas conversando/descansando/curtindo como sempre. É terça de #Carnaval!!!”.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que a Polícia Militar foi chamada por moradores da área porque o horário máximo permitido para barulho é 22 horas.

No ano passado, ocorreu episódio semelhante na Vila Madalena, bairro conhecido por ser boêmio na Zona Oeste. Desta vez, a Vila não foi alvo de bombas, porém, o cerceamento de liberdade também esteve lá de forma violenta: o bairro foi cercado e contou com contingentes policiais em todas as grades que separaram os foliões, que chegaram lá até às 17h, dos restantes.

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No entanto, André Sturm, secretário municipal de Cultura, já havia dito o seguinte em coletiva dada anteriormente: “Não haverá muro, não haverá controle, ninguém vai ficar contando o número de pessoas. Não haverá cordão de isolamento, nada disso”. Apesar dessa declaração a respeito do Carnaval 2017, as grades foram postas e foi utilizado spray de pimenta sob a alegação de dispersar a multidão.

Ontem (1), Sturm afirmou ao G1: “Eu acho que esse é o desafio do carnaval de São Paulo. Como a gente consegue o equilíbrio entre a diversão dos foliões e o direito das pessoas que moram nos locais, as pessoas que querem transitar nos seus veículos. Eu acho que 98% do carnaval deu certo. Mas teve exceções, como foi na praça Roosevelt”.

O ocorrido é uma evidência de que, apesar do carnaval de rua de São Paulo está crescendo, ele ainda apresenta problemas. A ocupação das ruas por pessoas é essencial na "cidade dos carros", logo, é extremamente necessário que a digna reunião de cidadãos festivos não vire mais “caso de polícia” ou gere “estado de guerra”.