Um #morador de rua foi agredido por funcionários da Guarda Civil Metropolitana (GCM), nesta quarta-feira (3), em São Paulo. Samir Ahamad, de 40 anos, após ser agredido, teve o seu punho fraturado. Tudo aconteceu próximo ao Metrô Conceição, na Zona Sul da São Paulo, durante uma operação da Prefeitura para limpeza de restos e sujeiras deixados por moradores na rua. A ação acabou em confusão.

A GCM agrediu com chutes e empurrões Ahamad, que não demonstrou nenhuma reação violenta segundo as imagens. Toda a cena foi gravada pelo estudante de jornalismo Marcos Hermanson, que passava pelo local e registrou a agressão na integra, comprovando a #Violência desnecessária dos guardas.

Publicidade
Publicidade

Revolta

Ahamad lamentou a violência praticada pelo policial, dizendo: “Não sou animal para me tratarem assim. Eles fizeram isso com um semelhante da mesma espécie deles.”

A Polícia Civil requisitou as imagens gravadas da agressão e solicitou exames de corpo de delito para os guardas e para o morador de rua. O caso foi registrado no 35º Distrito Policial. Após ouvir todos os envolvidos, foi comprovado abuso de autoridade por parte dos guardas. Eles serão afastados temporariamente, segundo a Corregedoria Geral da GCM.

A vida do morador de rua

Samir Ahamad já é morador de rua há algum tempo. Antigo morador do bairro do Limão, ele foi parar na rua por conta da falta de pagamento do aluguel. Não é a primeira vez que ele mora nas ruas e tenta sobreviver com bicos, sempre buscando ajudar a esposa, Mirela, de 38 anos.

Publicidade

O casal alegou dependência de entorpecentes, mas diz que busca ajuda para abandonar o vício.

Justiça

Ahamad e a esposa foram acolhidos pela Pastoral de Rua e encaminhados para um centro de triagem da Prefeitura. O padre Júlio Lancelotti, da Pastoral, acompanhou todo o caso e pediu a polícia para que haja punição ao guarda civil que o agrediu.

Ele diz que Ahamad foi humilhado e jogado com violência na viatura. O padre considerou o ato como tortura e abuso de poder, argumentado que esses casos de violência em São Paulo devem ter fim.

Solidariedade

Ahamad, com ajuda do padre Júlio, conseguiu conversar o estudante que gravou as imagens e também com o prefeito João Dória. Ele agradeceu e se emocionou, dizendo que se não fosse a gravação, talvez estivesse preso numa cela.

O prefeito, em resposta, pediu desculpas, ofereceu emprego a Ahamad e disse que seus pertences seriam devolvidos sem problema. veja o vídeo da agressão:

#SaoPaulo