Depois da polêmica da #tortura do adolescente de 17 anos, que teve gravada na testa uma #Tatuagem com a frase 'Eu sou ladrão e vacilão', acusado de tentar roubar uma bicicleta em São Bernardo do Campo, em São Paulo, muita gente se sensibilizou com a história da justiça com as próprias mãos, e uma 'vaquinha virtual' foi criada para ajudar a família a limpar a tatuagem do garoto.

A campanha de 'crowdfunding' foi criada pela Afroguerrilha Coletiva para ajudar a pagar a remoção da tatuagem, além dos serviços de aconselhamento jurídico e reabilitação para o menino.

O objetivo inicial era arrecadar R$ 15 mil, mas a campanha conseguiu duplicar o valor, para R$ 32 mil.

Publicidade
Publicidade

O criador da vaquinha, Robin Batista, escreveu em sua página do Facebook: "conheci esse menino desde que ele era pequeno e sua família vive na pobreza e na privação".

Está semana também surgiram vários boatos que a companha para a remoção da tatuagem do garoto não passava de um golpe. Segundo relatos, os organizadores, do movimento tinham pego o dinheiro arrecadado e fugido. Mas tudo acabou sendo desmentido pelos organizadores.

Esta não é a primeira vez que os cidadãos brasileiros tentam fazer 'justiça com as próprias mãos'. Em 2014, três homens detiveram e amarraram um adolescente a uma postagem no Rio de Janeiro. Eles suspeitavam que ele estava roubando pedestres em um bairro rico. Ele também foi espancado. Os homens se chamavam "os justiceiros".

O caso da tatuagem

O artista de tatuagem Maycon Wesley Carvalho dos Reis, de 27 anos, pegou o adolescente e decidiu dar-lhe uma lição.

Publicidade

Ele tatuou a testa do jovem e gravou em vídeo. Um amigo de Reis, identificado como Ronildo Moreira de Araujo, 29, foi quem filmou a "sessão" e publicou o vídeo nas redes sociais, onde teve uma grande repercussão.

A polícia prendeu Reis e Araujo no sábado (10). Ambos confessaram o #Crime e foram acusados de tortura, um crime que não permite a liberação sob fiança. Sua intenção, segundo eles, era ensinar uma lição ao adolescente. O nome do jovem não foi divulgado por cumprimento ao Estatuto da Criança e do Adolescente, a lei brasileira proíbe os meios de comunicação de identificar vítimas menores de idade. No entanto, sua família conversou com a imprensa. Vando Rocha, de 33 anos, que é tio do menino, disse que, assim que viu o vídeo, "começou a chorar", desabafou.

De acordo com Record TV, o adolescente tem uma história de abuso de drogas. Ele esteve em casa de reabilitação três vezes mas o mesmo tinha fugido do local. Após o incidente, ele voltou a morar com seu tio e sua avó. "A tatuagem pode ser removida, mas as cicatrizes permanecerão em minha mente", disse o menino.