Bonita, inteligente e muito bem relacionada. Essas características poderiam fazer com que a jovem #Talitta Buzaid Martorano, de 27 anos, fosse uma mulher de negócios muito bem sucedida. Mas, não foi bem isso que o destino reservou à empresária. Tudo porque ela acabou se envolvendo com o mundo da criminalidade. A jovem colocou o seu talento como empreendedora à disposição do Primeiro Comando da Capital (PCC), o que fez com que ela galgasse importantes cargos dentro da facção criminosa. No entanto, ela acabou levando a pior e foi presa há uma semana, na capital paulista.

Tallitta foi presa no domingo passado (23), na Zona Leste de São Paulo, mais precisamente no bairro do Cangaíba.

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A empresária, de família abastada, é apontada como uma das líderes do PCC e estava sendo procurada pelo crime de sequestro. A vítima era uma empregada doméstica.

Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, a prisão de Talitta foi feita por agentes da 6ª Delegacia da Divisão de Crimes contra o Patrimônio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). O Deic é o órgão da polícia paulista que investiga facções criminosas e crimes de lavagem de dinheiro.

Prisão aconteceu após crime hediondo

A prisão de Talitta ocorreu quando ela estava dentro da lanchonete do hipermercado Extra, na Marginal Tietê. A jovem estava em uma fila no momento em que foi presa. Ela aguardava para pegar um sanduíche que havia comprado no local.

Talitta vinha sendo procurada pela polícia desde o final de junho.

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Na época, a jovem teria sequestrado uma empregada doméstica e conseguiu escapar. A vítima foi resgatada do cativeiro pelos policiais.

O sequestro é considerado como um crime hediondo pela legislação brasileira.

Quando a mulher foi resgatada, a polícia conseguiu prender dois homens e duas mulheres envolvidos no crime. No entanto, havia uma rota de fuga nos fundos do imóvel usado como cativeiro e Talitta conseguiu deixar o local, na ocasião.

Sequestrou doméstica para castigá-la

Talitta é acusada de comandar o sequestro da doméstica. A suspeita é que a profissional trabalhava para a mãe da jovem. A criminosa decidiu "punir" a doméstica após ficar sabendo que ela teria furtado R$ 50 mil de sua mãe. A punição veio, então, em forma de sequestro, um crime hediondo.

Segundo informações da polícia, Thalita tem ligações com o PCC, o que foi confirmado pelo delegado que investiga o caso, Carlos Alberto da Cunha. O policial afirmou, ainda, que Thalita tem envolvimento com tráfico de drogas e possui bastante influência na comunidade onde vive.

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Primeira-dama do tráfico de São Paulo

Thalita era conhecida no mundo do crime como "primeira-dama". Segundo a polícia, o apelido teria sido dado a ela porque a jovem era considerada uma moça bonita e muito respeitada entre os criminosos.

A jovem é suspeita de exercer postos de comando no tráfico de drogas, tanto na Zona Leste da capital paulista, como na cidade de Caraguatatuba, no Litoral Norte de São Paulo.

Segundo informou a polícia, a família de Talitta possui imóveis e boa condição financeira, mas a jovem decidiu entrar no mundo do crime após namorar um traficante de drogas.

Antes de viver do crime, a jovem administrava imóveis para aluguel, como pode ser visto em um post publicado na rede social Facebook, em dezembro de 2013. Esse foi uma das últimas publicações do perfil na rede.

#rica e criminosa