Marcelo Pesseghini, adolescente de 13 anos acusado de matar os pais, a avó, uma tia e se matar pouco depois, vai ter seu caso reaberto a pedido da família.

De acordo com a RedeTV, a defesa da família apresenta novo laudo que aponta que provas evidenciais da época do caso foram editadas.

Os avós paternos de Marcelo Pesseghini contrataram uma advogada que entregou os vídeos de segurança para um perito particular dos Estados Unidos e, de acordo com a revelação do laudo, houve manipulação no vídeo [VIDEO] entregue à polícia que aponta que Marcelo foi o autor do crime. Cerca de 20 segundos do vídeo em que o adolescente aparece seguindo para a escola, desapareceram.

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“Nós buscamos alguém que tinha expertise no ramo, sem conhecer o caso, sem saber as consequências a que isso levaria e chegou-se a esse resultado técnico, que faltaram 10 frames desse vídeo”, revela a dra. Roselle Soglio, advogada da família que afirma que isso é algo grave e sério e que precisa ser reanalisado.

Relembre a história

O crime aconteceu em 05 de agosto de 2013, na Zona Norte de #São Paulo e os investigadores concluíram com a certeza de que o garoto havia matado o pai, a mãe, a tia e a avó. Todos teriam sido mortos com um tiro na cabeça, com a arma da mãe.

De acordo com a polícia, Marcelo pegou o carro da família e foi, depois dos assassinatos, até a escola. Quando voltou para casa, tirou a própria vida.

Itagiba Franco, delegado responsável pelas apurações dos fatos e conclusão do caso, disse que o melhor amigo de Marcelo reforçou a tese de premeditação na morte dos pais.

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De acordo com Itagiba, o garoto planejou matar os pais durante a noite, fugir com o carro e morar em um local abandonado.

À época, a polícia também levou em conta um laudo que apontava que Marcelo sofria de uma doença mental e cometeu o crime após um surto. Com o suicídio de Marcelo, a polícia pediu arquivamento do caso. O que foi feito.

Novas provas

Na nova versão, Marcelo não estava sozinho no carro. A defesa alega que havia mais duas pessoas no veículo.

A advogada alega ainda que uma criança de 13 anos não tinha capacidade de arquitetar todo o plano de assassinato. A criança não sabia dirigir e tampouco atirar.

A defesa já pediu 2 vezes à promotoria pública a abertura do caso e teve os pedidos negados. Agora, a defesa da família vai levar o caso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, que pode vir a obrigar as autoridades a reabrir o caso, se achar que o novo laudo que a família tem em mãos é suficiente para a reabertura.

A dra. Roselle afirma que é uma obrigação do estado brasileiro declarar Marcelo inocente e buscar as provas efetivas para se chegar à autoria do caso.

A Secretaria Pública de Segurança do Estado de São Paulo não quis comentar as alegações da defesa da família e em nota afirmou que as conclusões do caso foram respaldadas em provas e perícia.

Veja vídeo

#Caso Pesseghini