Na madrugada do dia 2 de março de 2017, um dos fundadores da torcida uniformizada Mancha Verde, atualmente Mancha Alvi Verde, Moacir Bianchi, foi assassinado no bairro do Ipiranga, Zona Sul da capital paulista, em uma emboscada tramada por rivais.

Moa, como era carinhosamente chamado por milhares de associados, estava voltando de uma reunião na sede da torcida, localizada no bairro de Perdizes, Zona Oeste paulistana, quando foi atingido por cerca de 18 tiros em um semáforo da avenida Presidente Wilson. Em seu carro a perícia contou 22 perfurações.

Em julho, na cidade de Osasco - região metropolitana de São Paulo - a Polícia Civil efetuou a prisão de Marcello Ventola, o "Marcelinho", considerado o principal suspeito da execução de Moa.

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Sua prisão foi decretada dias após a morte do fundador da #Mancha Verde e, a partir daí, Ventola passou a ser apontado como foragido da Justiça.

Investigações do DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa) denunciaram Ventola como autor dos disparos fatais.

Ainda segundo o departamento ligado ao DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais), da Polícia Civil do Estado de São Paulo; Marcelinho, que não era associado da torcida, tinha Moa como rival em virtude do fundador da Mancha Verde ser contra sua indicação para a composição de uma nova diretoria da organizada palmeirense.

O processo corre em segredo de justiça e uma das linhas de investigações faz menção ao interesse da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) de assumir o controle da torcida do #Palmeiras.

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Com uma ficha criminal extensa, Marcello, condenado a quase quatro décadas de prisão, estava em liberdade provisória quando assassinou #Moacir Bianchi. Entre seus crimes, estão roubo, formação de quadrilha, estelionato e roubo a banco.

Em 2000, o DEIC frustrou uma tentativa de resgate de presos que teria sido orquestrada por Marcello. Na ocasião, os policiais apreenderam um carro roubado, que estava em poder do marginal, com três fuzis e várias pistolas em um shooping na Zona Oeste da capital paulista.

Nesta terça-feira (29), a polícia prendeu outro envolvido na morte de Bianchi. Rafael Martins da Silva (29), vulgo Zequinha, foi detido em Itanhaém, cidade do litoral sul paulista.

Segundo policiais do DEIC, foi Silva quem dirigiu o carro que estacionou atrás do veículo de Moa e de onde desembarcou Marcello, o atirador.

A polícia ainda busca identificar o condutor de um táxi que, na noite do crime, estacionou à frente do Honda City preto de Moacir Bianchi, bloqueando sua passagem para impedir que o fundador da tradicional torcida do Palmeiras empreendesse fulga do atentado.