Não estranho a mudança de comportamento sexual que vivemos hoje em dia, com o surgimento de tantos homossexuais. Não acredito que seja apenas a parcela da sociedade que sempre existiu e, hoje, apenas se desvela. Vejo que existe um aumento de casais, de ambos os sexos, namorando com liberdade nas ruas e calçadas como antes não acontecia. Não que seja um mau sintoma, mas acredito que os jovens estão com medo de se relacionar com o sexo oposto. Atualmente o sexo, em si, é fácil e permitido de ser vivenciado, mas as interações entre as pessoas não.

Ainda somos conservadores

Apesar disso, os pais - a sociedade como um todo - ainda mantêm uma postura conservadora no trato a assuntos como masculino x feminino e relações heterossexuais.

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Porém, a mudança tecnológica permite que o sexo seja produto de consumo fácil. Quem consome tal produto, entretanto, são as crianças e jovens que não tem maturidade para tamanho conteúdo. O medo da responsabilidade de estar com o outro, do sexo oposto, é facilmente superado pelo desejo e pela curiosidade de experimentar algo novo com o amiguinho, ou a amiguinha, que vive a mesma situação. Junta-se a isso a propagação da exigência dos direitos para se viver tal situação sem ser incomodado ou discriminado. É uma nova revolução sexual que vivemos. Virou #Moda ser gay. E estar na moda é sempre bom.

Há poucas décadas a comercialização da pílula anticoncepcional apareceu como resultado da inovação tecnológica e causou furor e muita mudança no comportamento sexual da sociedade, permitindo que as mulheres se libertassem do medo da relação sexual com uma consequente - ou inconsequente - gravidez.

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A camisinha, claro que já existia, mas nunca foi produto de "primeira necessidade" e foi facilmente suplantada pela pílula. O comportamento das pessoas mudou, as gerações seguintes foram criadas com uma liberdade e uma educação sexual até então desconhecidas.

Hoje o resultado daqueles caminhos seguidos e das novas tecnologias deu origem ao modismo da homossexualidade. Se antes o adolescente precisava ser agressivo e contestador para se mostrar como sendo "do contra", afrontando a geração de seus pais e, para isso rasgava suas roupas, deixava os cabelos crescerem ou os pintava de forma excêntrica, colocava piercings ou fazia tatuagens, fumava, ou andava em gangs, hoje o menino só precisa arranjar um namorado, e a menina, uma namorada. Tempos modernos.

E amanhã?

Daqui a alguns anos, eles, os homossexuais de hoje, serão pais e mães das famílias do futuro. Que legado eles passarão para seus filhos? Que manifestação de confronto esses filhos mostrarão para seus pais e para a sociedade que os tiver acolhendo? Essas respostas só o futuro dirá. Serão esses pais compreensivos como querem que sejamos hoje, com eles? Até lá deixemos - já que não podemos impedir - que eles e elas formem casaizinhos e demonstrem seus afetos à luz do dia. Eles apenas não podem se reproduzir entre eles, uma vez que para isso, a tecnologia não consegue intervir. Gerar vida, somente entre sexos diferentes. Há que ter encontros entre um homem e uma mulher, mesmo que a tecnologia consiga substituir o encontro real como conhecemos, e que causa tanto medo a alguns, por manipulações laboratoriais.