Uma medida que até então valia como restrição à bebidas alcoólicas de teor superior a 13º GL (Gay Lussac), começa a abranger bebidas com teor igual ou superior a 0,5º GL, alcançando assim a cerveja e o vinho - a de que a publicidade dessas bebidas está proibida entre 6h e 21h. Até 23 horas, a publicidade só pode ser veiculada se for nos intervalos de programas com classificação indicativa de programas não recomendados para menores de 18 anos.

Essa foi uma decisão da 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) e vale para todo o país. Os contratos comerciais de bebidas alcoólicas têm 180 dias para serem alterados, caso contrário, haverá uma multa estipulada em R$ 50 mil.

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No que implica a proibição - quem perde e quem ganha

Considerando a quantidade de publicidade na TV em qualquer horário, principalmente de cerveja, essa proibição certamente não agradou a fabricantes de bebidas e agências de propagandas - isso deve representar uma queda bem significativa no mercado publicitário. Mas e nas vendas de bebidas? Quem bebe, conhece e não espera por anúncios para comprar suas bebidas - talvez o prejuízo maior seja mesmo o das agências.

Por outro lado, nossas crianças e jovens não ficam tão expostos a esse tipo de comercial - claro que, vão crescer, existem os amigos, os bares e mesmo os familiares - o que se ganha é que não serão expostos à ideia de que tudo é uma maravilha com bebidas alcoólicas. Apesar do MPF sustentar que há ligação entre a publicidade de bebidas e o consumo precoce de álcool, não há muitos estudos que comprovem isso - não que seja uma defesa para que os comerciais continuem invadindo a nossa vida pela televisão e pelo rádio e sim, uma constatação.

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O acordo deve ter a sua publicação nos próximos dias e as associações de agências de publicidade procuradas, assim como a Associação Brasileira da Indústria da Cerveja, não quiseram ainda se manifestar.

Qual a opinião dos leitores a respeito disso? Concordam com a proibição, não concordam ou acham que não tem nada a ver?