Uma prática que está ocorrendo com maior frequência na cidade de São Paulo é o abandono de carros usados, onde são simplesmente deixados estacionados em ruas, principalmente nas periferias, e ficam ali por dias até que algum cidadão tome a iniciativa e ligue para a prefeitura através do 156. Segundo Adauto Martinez, especialista em trânsito e transporte, o principal motivo para o abandono é a falta de pagamento das parcelas destes automóveis, excesso de multas, ou mesmo a falta de recursos para consertos e manutenção do carro.

Como resolver?

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB), não prevê este tipo de procedimento, a não ser que o veículo esteja estacionado em local proibido.

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Quando o automóvel é abandonado na rua ele torna-se responsabilidade do município, onde existe a dependência em primeira instância de alguém entrar em contato com a prefeitura local para a retirada do ferro velho. Somente no primeiro semestre deste ano já foram recolhidos 1.050 veículos, apesar de existir outros espalhados pela cidade e, em alguns casos, a prefeitura local não possui veículos especiais ou guinchos para a retirada destes entulhos.

Mais que um ferro velho, um problema de saúde

Além de poluir a cidade visualmente e obstruindo a via ou as calçadas, os veículos abandonados são viveiros ao ar livre do mosquito Aedes aegypti (mosquito da dengue). Latarias recobertas por ferrugens que podem gerar o tétano em caso de ferimentos involuntários, principalmente em crianças que costumam brincar em carcaças abandonadas.

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Há latarias que são encontradas em represas de veículos lançados, além do problema financeiro existem os golpes em seguradoras.

Solução

É necessária a criação de leis para a redução de abandono ou eficácia na retirada deste tipo de veículo, melhoria nos sistemas de reciclagem com separação das peças plásticas e as de metais, maior agilidade para o esvaziamento dos pátios onde há veículos esperando anos pelo dono que nunca irá pagar a estadia diária cobrada pelo estado ou prefeitura. Por este motivo, antes de completar um ano ou leiloa-se as peças, ou serão encaminhadas para a reciclagem. Necessitamos de soluções imediatas, além de uma questão de espaço, o mais importante ainda é a saúde da população. #Educação #Legislação