Em todos os meios de comunicação houve um debate sobre a fala do deputado Jair Bolsonaro, direcionada à deputada Maria do Rosário. Na maioria dos comentários, houve umas hostilidade contra Bolsonaro. Entretanto, antes de haver um julgamento, é necessário entender os 2 lados. Entenda o que aconteceu e veja a seguir quem tem razão.

Maria do Rosário começou

Primeiramente, quem começou a polêmica foi a deputada Maria do Rosário, ao agredir verbalmente o deputado Jair Bolsonaro, o chamando de estuprador, citando os crimes e atrocidades que aconteceram no regime militar presente no Brasil entre 1964 até 1985. Não houve críticas ao comentário dela, pois ela tem imunidade parlamentar; direito líquido e certo, garantido pela Constituição Federal,  no artigo 59.

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Além disso, é evidente que a maioria dos brasileiros é contra o regime militar. Logo, ofender um defensor dessa ideia de governo é admissível? De acordo com a Constituição Federal, no artigo 5°, é livre a manifestação de pensamento.

Bolsonaro continuou

Quando uma pessoa é ofendida é natural que tenha raiva e não pense 2 vezes em ofender a agressora, na primeira oportunidade que tiver. Foi exatamente isso que Bolsonaro fez, sem pensar nas consequências de uma perseguição da oposição, que o quer fora do cenário político, pois não admite a liberdade de expressão. O deputado Bolsonaro falou que não estupraria a "Maria do Rosário porque ela não merecia". A intenção nesse caso, foi claramente a de ofender a deputada. Entretanto, os opositores e grande parte da mídia que têm um verdadeiro horror a um deputado de direita conversador, utilizou dessa fala, sem abrir o contexto, para aumentar a hostilidade frente à figura de Bolsonaro.

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Agora, Jair está sendo processado por 'quebra de decoro parlamentar'. Há uma intenção de pedido de cassação do mandato e ainda uma acusação por incitação ao crime de estupro.

Análise Imparcial

Maria do RosÁrio errou ao xingar Bolsonaro de estuprador. Entretanto, Jair errou ao falar que Maria não merecia ser estuprada. Ambos não deveriam se ofender, mas aconteceu. Ambos têm o benefício da imunidade parlamentar para expressar suas opiniões sem serem processados. Todavia, Bolsonaro está sendo processado por quebra de decoro e incitação ao crime. Logo, Maria do Rosário merece ser processada por crime de calúnia, injúria e difamação, a não ser que ela prove que Bolsonaro já estuprou alguém, fato que nunca aconteceu.

Portanto, o justo é que haja punição para os 2 deputados, na mesma medida. Ou seja, ou nenhum perde o mandato, nem paga nenhuma indenização, ou os 2 perdem o mandato e seguem os processos nas área civil e criminal.

A principal frase que resume perfeitamente o acontecimento é "Não concordo com nenhuma palavra que diz, mas defenderei até a morte o direito de dizê-las." (Voltaire) #Opinião #Justiça