A capital federal viveu na última terça (09) um verdadeiro caos. Saúde, educação e transporte cruzaram os braços diante do descaso do atual #Governo com relação ao atraso nos pagamentos.

A dívida do Governo do Distrito Federal com esses servidores chega ao valor de R$ 735 milhões e mais de 85 mil servidores da saúde e educação estão com os salários atrasados.

Além dos salários atrasados dos servidores da saúde, não consta nos contracheques os pagamento das férias e do 13º salário, e o indicativo da greve promete continuar mesmo se o Governo do DF pagar o salário atrasado.

A situação no transporte público também é preocupante.

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O Distrito Federal é atendido por cinco empresas de transporte coletivo e três delas estão em greve até que se regularizem os atrasos com a folha de pagamento. As cooperativas de micro-ônibus e as alternativas também cruzaram os braços, prejudicando a vida de 700 mil passageiros, estimadamente.

O brasileiro tem uma das maiores cargas tributárias do mundo, se locomove num transporte público inferior ao adequado, gasta cerca de duas horas em média para chegar ao trabalho, depende do Sistema Único de Saúde para atender às necessidades primárias da família e não pode contar com o básico para um bem estar diário.

Até quando a carga da irresponsabilidade dos gestores recairá sobre o contribuinte, usuário e maior parcela da população? Quando o brasileiro vai aprender a votar? A cobrar uma postura coerente dos dirigentes do dinheiro público, resultado dos impostos que pagam?

Nunca se viram tantas manifestações nas ruas, revoltas e críticas, alarde e ameaças e nada é feito.

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Não há mudança, mesmo com o clamor do povo. Só o que muda é a quantidade de feridos ou mortos nos confrontos com as polícias, que muitas vezes só lhes restam a violência para combater outra violência.

Estamos vivendo na era digital, onde o tacape é usado como instrumento de convencimento.

Há uma distância muito grande entre a realidade e o idealismo. Realidade vivenciada pela massa e idealismo dos que comandam o barco. Sempre quando perguntados sobre a situação, a resposta não varia: "Não há motivos para preocupação porque os serviços prestados estão em dia".

E as notícias que já acostumamos a ler, continuam, diariamente a estampar as capas dos jornais. Greve, manifestações, revolta.