Diante da falta de chuva e diminuição dos reservatórios, São Paulo vai multar o desperdício de água. A medida foi tomada nesta última quinta-feira (18), e o governador Geraldo Alkimin (PSDB) já esclareceu que não é de caráter punitivo, ou arrecadatório, e sim educativo. A regra é simples: se aumentar até 20%, em relação à média de fevereiro de 2013 a janeiro de 2014, terá que pagar 20% a mais da conta. Acima dessa porcentagem, a multa sobe para 50% do valor.

Porém, há exceções à regra. Pessoas que precisem aumentar o consumo, por causa do aumento da família ou número de clientes de um estabelecimento comercial, poderão, por meio de formulário, pedir a retirada da multa à Sabesp.

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"A meta é conseguir, com as medidas, que o estado reduza o consumo de 2,5 metros cúbicos de água por segundo no estado. Clientes que consomem até 10 metros cúbicos por mês não serão multados", afirma o tucano.

Recentemente, o Conselho Diretor da Sabesp, aprovou proposta do governo estadual de conceder a redução na conta de água, para os que não atingirem o patamar de 20%, necessário para obter o atual desconto de 30%.

Entretanto, o bônus não foi suficiente. De acordo com a Sabesp, boa parte da população reduziu o consumo de água, no entanto, parte dos consumidores permanecem gastando mais que a média. Por isso, a iniciativa de bonificar quem economiza e cobrar de quem gasta mais.

Apesar de o governador mostrar-se tranquilo quanto a situação, especialistas afirmam que o problema enfrentado por São Paulo é gravíssimo.

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Com a falta de chuvas, o nível dos reservatórios, não para de cair.

Cantareira, o principal sistema da grande São Paulo, opera com apenas 6,9% de sua capacidade, isso contando a segunda cota do volume morto. O Alto Tietê tem 10,9% da capacidade; o Guarapiranga, 35,9%; o Alto Cotia, 30,4%; o Rio Grande, 64,9% e o Rio Claro opera com 27,8%.

Vale lembrar que a multa pelo desperdício da água, já existe em outros países do mundo. Em algumas cidades dos Estados Unidos por exemplo, os moradores são incentivados a plantar arbustos nativos, adaptados aos climas secos.

Em entrevista ontem à noite ao jornal da Globo, o professor Ivanilson Hespanol (USP), disse que a punição funcionou lá fora e deve ter efeito aqui também. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), já se manifestou, baseado em uma lei federal de 2007, para dizer que a multa só pode ser aplicada, se o governador decretar primeiro, o racionamento. A medida passa a valer a partir de janeiro de 2015. #Legislação