Muitas vezes, pensamos na morte, no que há do outro lado. Ao colocarmos nossa atenção nela, valorizamos a vida; o que temos feito da nossa. O tempo passa muito rápido, 60, 70, 80 anos, quando os têm percebe-se essa velocidade. Não tem escapatória, vamos estar de fronte com ela com mais ou menos consciência. Nesse dia como seria? De entendimento? #Opinião #AnoNovo2015

Voe... Saia da toca. Se deixar para depois, pode não dar. É preciso acreditar em você e um dia ter coragem para libertar-se. Não desista, espelhe-se nos exemplos à sua volta, mais saiba; um dia ela virá. Não adianta não pensar nela. O nascer e morrer faz parte do processo evolutivo onde vivemos de tal modo, que ao nascermos novamente, estamos sempre mais evoluídos que antes. 
A observação da natureza nos mostra claramente este processo. Quando verificamos, por exemplo, o instinto de certos animais. Na raça de cães Husky Siberiano, quando têm filhotes a fêmea sai para caçar à noite, mesmo sendo domesticada. Na Kuvasz, também raça de clima frio, ao beber água os animais batem a pata na vasilha como se estivessem quebrando o gelo e ao acordarem, balançam fortemente a cabeça no sentido de ativar a circulação nas orelhas. Como explicar tais fatos sem que esses conhecimentos tivessem sido incorporados à raça por vivências passadas? 
Por lógica, se fossemos o corpo seria razoável que se tirassem um pedaço dele deveríamos ficar diferente por ter sido alterado aquilo que seríamos. Assim, creio que não somos o corpo.

O que somos então? 

Você já se sentiu como um avatar? 
Está aqui, interfere, modifica e interage com o meio, mas não é ele. Onde está aquilo que pensa em você? A tecnologia ainda não descobriu onde está nossa memória. No cérebro não a encontraram e as teorias atuais supõem em algum campo fora do corpo.
Às vezes, fica claro que aqui é como se não fosse a sua casa, está apenas de visita para cumprir uma etapa sua. Sofre as influências do meio e interage nele e nos outros que aqui estão também cumprindo suas etapas. 
Por outro lado, grandes mentes aqui veem para nos ajudar em nossas tarefas, sem isso, seria quase que impossível descobrir o caminho que devemos trilhar. De fato viemos para cá e sairemos sem daqui nada levar, a não ser aquilo que em nós mudou por aqui termos estado. Então, nestes dias de dissintonia pode ser que a sintonia seja com outro lugar.

De onde viemos? 

Nestes dias nada melhor que os amigos, que no convívio parece que formam um campo que nos relembra com lampejos às nossas origens. E aí, nada melhor que estar no calor deles e juntos multiplicar o que individualmente cada um pode. 
Felicidades! Pertenço a um grupo de amigos e tenho aonde recorrer nestes dias estranhos e você? 
Já se sentiu assim?