O mundo está em constante mudança o tempo todo, ano após ano, década após década. E esse constante movimento faz com que o ser humano precise acompanhar e evoluir junto com tudo à sua volta. Conceitos e concepções vão perdendo força e tradição - algumas mudanças trazem a chance de que as pessoas melhorem, trabalhando sua mente e seu espírito, enquanto outras parecem fugir de nosso controle e passar dos limites do aceitável, mas de qualquer forma, temos que nos adaptar ao meio em que vivemos.

Tudo seria tão mais fácil se essa teoria funcionasse. Enquanto uma parte da sociedade - a que aceita a evolução como meio natural de vida e evolui junto, está lutando pelo seu direito à forma de vida que escolheu, há uma sociedade que está fortemente arraigada em concepções e em modelos de vida pré-estabelecidos e com poucas chances de se moldarem à outras formas.

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Um exemplo disso é o preconceito, a não-aceitação de casais com diferença de idade. Impressionante como isso preocupa as pessoas. Como é assunto certo em rodas de fofoca, como os envolvidos são analisados, julgados e até discriminados. Tudo é ainda mais complicado quando a mulher é mais velha que o parceiro - característica clara de uma sociedade machista.

Por que é tão difícil aceitar que duas pessoas se gostam, independentemente de sua idade física?

Como já falamos acima, uma das maiores dificuldades é a de quebrar paradigmas e tudo que foge ao molde que temos, o que nos é passado desde que somos crianças - de comportamento, de como devemos nos vestir, de como devemos sentar, de que devemos ser obedientes e tementes a um deus e de que temos nossa vida já programada: estudar, fazer faculdade, arrumar trabalho, namorar (uma pessoa do sexo oposto e o homem deve ser da mesma idade ou mais velho), casar (com uma pessoa do sexo oposto), ter filhos e passar tudo que aprendemos a eles, principalmente os moldes de como é a vida de uma pessoa, reiniciando o ciclo - assusta.

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Assusta porque somos treinados para algo e quando alguma coisa foge do que é o certo para nós, não sabemos lidar com isso.

Assim acontece quando se trata de um relacionamento onde as pessoas têm uma diferença significativa de idade. E quem já não se pegou em situação semelhante, ao se ver envolvido em uma possível relação com alguém bem mais jovem ou bem mais velho, pensando no que fazer, no que as pessoas vão pensar, nas possibilidades de dar certo ou não?

Agora aos fatos:

1. Pessoas têm gostos diferentes - ainda bem. Enquanto gosto de azul, meu pai gosta de verde e minha mãe de amarelo. Meu filho gosta de rosa e minha filha gosta de azul, assim como eu, mas de outra tonalidade. Assim como as cores, as pessoas têm gostos diferentes para tudo na vida, assim como para o tipo de pessoa que querem para ter um relacionamento.

2. Acredito muito na idade do espírito - quantas pessoas mais velhas que conhecemos têm um espírito tão jovem quanto um adolescente? Quantas pessoas novas comportam-se como velhos ou velhas caducos, azedos e resmungões.

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Entendem o que digo?

3. A palavra de ordem é ser feliz. Passamos uma vida toda buscando a felicidade e quando parte dela aparece em forma de uma pessoa mais velha ou mais nova, vamos deixá-la ir embora por causa de convenções - falidas em minha #Opinião. Ser feliz independe de tempo, de idade, de cor, de raça e de tudo mais que sabemos.

4. Evoluir faz bem para a alma - voltando ao que falei no início sobre evolução. Se faz necessária, faz bem ao corpo, mente, alma e espírito, nos tornando pessoas melhores. Deixe que sua cabeça aceite o que muda, ou você ficará perdido em algum lugar do tempo, lá atrás.