Não é preciso ser nenhum psicólogo, muito menos algum anjo puritano para entender e falar sobre a infidelidade e é de se enlouquecer certas coisas distorcidas que se escuta e se vê insistentemente na televisão, nas rádios e jornais, todos debatendo sobre suas verdades.

Em quase todos os canais, uma ou duas vezes por semana, sob o comando geralmente de uma mulher e com centenas de outras sentadas em fofas cadeiras e bastante interessadas no tema, fica-se procurando motivos e razões que levam um ou outro a sair à procura de novos carinhos, novos encantos, onde se renovem as perdidas emoções.

Por vezes os programas de tv apresentam casais ao vivo, casais que foram coniventes com a libertinagem e em nome dos tais direitos iguais, partiram para baladas sem a menor cerimônia, sendo que, por meses seguidos se traíram mutuamente.

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Acabada a folia, acontece a volta ao natural da relação, na qual o rumo já perdido os conduz para uma inevitável separação.

Equipes de produção procuram e descobrem casais com esses fatos acontecidos, talvez em promessas de pagamento os convidam a se apresentarem nesse ou aquele programa, e questionados e incentivados pela astuta apresentadora, iniciam uma discussão de quem foi o maior culpado, palavras que ferem são direcionadas a um e outro. Sem chegarem a uma conclusão, partem para as vias de fato e diante de um auditório que aplaude entusiasmado, acontecem as descabidas agressões.

Como já disse, para escrever sobre o assunto não é necessário ser a imagem ou a confirmação de um santo, mas entre tantos disparates que se ouve, qualquer um pode acrescentar uma palavra, sem ficar nessa enrolação sobre essa escancarada e total liberalidade!

Acontece a busca por outro amor porque deixam enfraquecer o querer, deixando morrer aquela viva atração num simples beijo, na forma de amar, na falta de cuidados para com o seu par, até mesmo no modo de falar, no comodismo, na falta de um cativante, simples e doce olhar, na maneira carinhosa de dizer bom dia.

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Esquecem que o amor tem que ser reativado diariamente, mesmo que falte a disposição entre as paredes. Na falta dessa disposição se considera a obrigação de se aturarem, mas sempre um dos dois se preenche em amarguras, achando-se injustiçado e isso invariavelmente cansa!

Então a corrida em busca da libertinagem, da sacanagem e da prevaricação.

Ocorre das leis divinas, a transgressão! Sem o calor, sem ter pelo outro a mínima afeição, perdendo-se a pureza na falsa impressão de liberdade. #Família #Literatura