Praticar o espírito de solidariedade, doação, exercitar o amor ao próximo. Independentemente de laços sanguíneos, o simbolismo do #Natal abrange muito além da troca de presente na noite do dia 24. É com esse objetivo de reunir amigos e familiares de quem já fez muito e percorreu longos quilômetros na caminhada da vida, que o Lar Vicentino, uma instituição em São Sebastião, no litoral norte paulista, que cuida de idosos a partir de 60 anos em situação de vulnerabilidade social, promoverá sua festa de Natal no próximo dia 20, às 18 horas. "É uma grande festa para a família, amigos e nossos colaboradores", explica a assistente social Silvyani Luanda Prata, responsável técnica da entidade.

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"Algumas pessoas ajudam com salgado, outras com refrigerante, tem a presença do Papai Noel e eles (os idosos) ficam felizes", completa Luanda.

Durante todo o ano, o Lar Vicentino recebe doações diversas da iniciativa privada local, da população e mantém um convênio com a prefeitura, que repassa verba para o lar. O valor não é divulgado. Mas o que garante mesmo a existência do trabalho são as doações e as campanhas, como o bazar de produtos realizado periodicamente ao longo do ano.

Esquecer o ter, prestar atenção no ser. O clichê do Natal que para a maioria das pessoas se manifesta em presentes caros se desfaz ao conhecer realidades tão distintas e ao mesmo tempo tão próximas de cada um de nós. Muitos ainda têm família, outros amigos, de voluntários que simplesmente vão até lá para doar seu amor por algumas horas e ajudar, mas também existem aqueles que não possuem vínculo familiar e convivem com as dores e doenças como o Alzheimer.

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"As pessoas vêm dispostas a colaborar", diz a responsável. O Lar Vicentino ainda apoia o apadrinhamento dos idosos, que são pessoas que se tornam padrinhos dos idosos e "se apegam para dar presente para um idoso em especial", diz Silvyani.

Atualmente a instituição ajuda 19 idosos, sendo que sua capacidade é 20 e existe fila de espera. A equipe realiza triagem antes de receber novos moradores, segundo a instituição o que deve ser respeitado é a vontade do idoso. O lar alerta que não adianta a família ou responsáveis quererem o encaminhamento se o idoso não quiser. O lar respeita a autonomia das pessoas. É uma instituição publica e nada é cobrado.

Mas eles são bem cuidados pela equipe de assistentes sociais, enfermeiros, nutricionista, psicólogo, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, entre outros especialistas em várias áreas para mantê-los ativos.

Ocupando quartos confortáveis, divididos entre homens e mulheres, cada um tem sua cama e uma espécie de cantinho particular que mostra o jeito de cada um.

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Na parede, o mural com nome e fotos cultivam lembranças.

Para dona Risoleta, 89, que prefere não falar o sobrenome, um momento marcante de 2014 foi viajar para Aparecida do Norte. Católica, viúva, sem filhos, ela diz que gosta de morar no lar. "É difícil, né? esse nome Risoleta. Os meus bisavós eram portugueses. Acham que é descendência italiana, disse que não. Meus avós eram de Portugal", comenta ela sobre a dúvida que seus conhecidos cultivam sobre a origem de seu nome. "Dizem que a mulher do Tancredo Neves, nosso ex-presidente morto, se chamava Risoleta". Falante, nascida em Maresias, na costa sul de São Sebastião, ela recorda do falecido marido que conheceu em Paraty( RJ) e que, junto dele, voltou para a região após casamento de 32 anos.

Visitas podem ser feitas diariamente entre 15h30 e 17h. Para saber mais visite a página no Facebook. #Igreja #Terceira Idade