A partir de 6 de janeiro de 2015, a tarifa de passagem de ônibus em São Paulo passará de R$ 3,00 para R$ 3,50. O movimento Passe Livre (MPL) está organizando um ato contra o aumento da tarifa de ônibus, marcado para o dia 9 de janeiro (sexta-feira). A concentração será em frente ao Teatro Municipal, mas já vimos esse filme há aproximadamente um ano.

As manifestações

O início de 2014 foi marcado por diversas pessoas saindo às ruas, dentre a maioria jovens, estudantes e outros que se solidarizaram e buscaram algum tipo de justiça ou atenção. Tudo iniciado pelo aumento da tarifa de ônibus, nesta época o aumento seria de R$ 3,00 para R$ 3,20.

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O aumento, que começou em São Paulo com as manifestações e passeatas, também tomou conta do país. Ao mesmo tempo conhecemos os Black Blocs, grupos sem ordem e sem liderança definida, que usaram as manifestações para provocarem o caos e a violência gratuita e sem sentido.

O que mudou?

As manifestações tomaram corpo, agitaram o país como um todo, o que era o aumento da passagem de ônibus também bateu na porta da Copa do Mundo, que foi realizada meses depois. Houve grupos que lutavam a favor de melhorias na saúde pública, contra a homofobia, violência contra a mulher, pedofilia, até impeachment da presidente Dilma. Todo esse movimento foi perdendo força, acabou e a tarifa de ônibus em São Paulo permaneceu R$ 3,00 até hoje. Mas a Copa do Mundo aconteceu. Aeroportos, infraestrutura, estradas, transportes públicos não foram terminados a tempo ou foram abandonados, a saúde pública continua um caos e os índices de violência urbana aumentaram.

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E agora?

Protestar e sair às ruas é direito de todo cidadão. Movimentar um país e a opinião pública e até o governo contra aumentos abusivos ou não, é válido. Não podemos repetir a violência descabida com quebra-quebra contra o patrimônio público. O próprio prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, está investindo na criação do passe livre, destinado aos estudantes, para que possam andar de graça em nossa cidade. Ainda não é o mundo perfeito, mas com certeza é um bom começo. Se houver manifestações, que elas tenham um começo, meio e fim, com algum resultado, com alguma liderança e que não se torne algo a ser lembrado apenas por batalhas entre grupos que procuram causar tumulto, em meio a balas de borracha e gás lacrimogêneo.